M. Ribeiro @MRibeiro

O Iminente ~ M. Ribeiro

Mil sóis energizam-se sob consequência de minha consciência; doravante, desempenham mais controle do que eu poderia exercer. Sou a vida de homens mortos e a esperança da posteridade: e sou também o futuro, o passado, aquele que herdou a cultura do homem (!) — e não sou homem; o que sou, pois, ainda, limita-se feito um conceito que ainda é em abstrato, prematuro, zigoto, que ainda é em conceito. Sou uma ideia e uma ruína, uma tragédia e seguidamente uma nova manhã — sou, verdadeiramente, a alegria seguinte daquele que germina seu próprio sol, o objetivo potente da sua potencialidade; que em letras ruins, precárias, pode e diz que será para todos aqueles que o leem o homem do alto, será o iluminado, um radiante — que pode alinhar-se finalmente à morte. Pois, quando morrem os gigantes, tende a fazer tremer o mundo a queda; e ao mesmo tempo que sou o gigante, também sou a queda, a luz, a alvorada, o resplandecer: de novo de novo e incessantemente; de novo.

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