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Relógio quebrado
O tempo escorreu por entre os dedos
Recolho os cacos
por Teimosia
Buscarei o recheio mais importante
Para o Vácuo mais Especial
Veto-me da trilha que Teu meio social semeia
Banhei-me da água no fundo do poço
Bebi
E ainda bebo dessa fonte,
Gelado, não por desejo,
É a pura necessidade
De que, pra VIVER e SER LIVRE,
Morrer mais de uma vez,
É o preço
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Talvez, chegue um dia
Em que você pensará:
"Cê não me ama"
A verdade é que
Às vezes, serei um pé no saco. Que talvez
Enxergará o meu modo como 'opressão'
A verdade é que
A vida será uma Cobra
Mais cara que o dobro do que te cobro
Talvez um dia, você olhe
Para o laço de fraternidade como "injusto"
Mas olhe para trás...
Se precisar de um óculos, c sabe que te arrumo
Contra as probabilidades,
Lutei pra te dar o mundo
Livrar-te-ei das correntes
Que um dia me foram maldição
Esta vai se tornar a sua...
Não te darei todas as respostas
A dor de crescer, ninguém te poupa
Deixo-te o enigma, o mapa e o mar
Se o mundo for frio, olhe pra trás e entenda
Foi por te amar que eu o entendi
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Uma sombra sobre o palco
Vestindo cores por mil corpos
Sob dois mil olhos,
Obediência
Prisão de paredes azuis
Polícia e Ladrão
No mesmo traje
Apaixonados
Perseguindo teus refúgios
"dane-se os métodos, quero resultados"
Desejos viciantes, discretos em flores
De plástico
Somos palhaços e dramaturgos
Tua maquiagem está borrada
Tua atuação já não me derruba uma lágrima
Não precisas mais deste palco
Deixe-me fechar a cortina....
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O mundo
Transborda esta cidade.
Teu universo se fará bem-vindo
Quando o palco muda, assusta;
Quando o costume te invade,
A expressão se cala;
A mente grita
Quando tomada pela vontade,
O Alívio
É uma questão de tempo
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Hoje,
Revisitei alguns passos.
Eu costumava vir aqui...
Inspirei Nostalgia
Expirei Lamentos
Inspiro,
Invade-me a vontade de desvendar
O que, naquela vida, era invisível
Deixar a influência do que aprendi
Misturar-se àquela trilha,
Criar um drink, o qual sei que não sacia,
Mas sei lá...
Estipular no presente momento,
Cada passo do Lucas do passado
Foge-me do senso
Porque não me cabe mais
Também não abraço como um aprendizado
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Vou ficar te devendo um porquê...
Mas te digo,
Pra poder viver, mais de uma vez,
Tive que morrer
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Pouco, eu enxergava,
Mas ali, eu sentia,
Estar a minha queda ou minha ascensão
A chance de naufragar, existia
Mas, ainda aqui, velejando, estou
Porque o peso
De nunca ser o que eu poderia ser
Eu não suportaria
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Tem portas, meu caro...
Que são abertas com a cabeça,
Gaze e Compressas de Gelo
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É como o último aceno do Sol, o último
Soluço de desespero a se esvair no sono
Você
Perfeitamente, a onda imperfeita
Do meu Mar Inconstante
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Um ator com palavras lindas
Em linhas tortas,
Tua língua pronuncia
O incompreensível ao teu corpo
Invisível ao mundo, ilegível,
O pincel persiste em percorrer o papel
Escrever e escrever,
Mas teus olhos,
Tão leigos, faz-te algoz
De tua garganta,
Destas mãos que anotam e rabiscam,
Das folhas que já se foram.
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Você me deu o mundo,
Eu te dei o meu.
Juntos, construimos outro
A atmosfera nos Asfixiou
Enquanto os olhos
Perdiam-se, distantes
Mirando o futuro
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