Luis Rodrigues @LuisRodrigues
Lágrimas

29 de Junho

-------------- Olhar para mim é um veneno: gélido, opaco, intrépido. Não me encaixo na via — Mudo em um mundo paralelo. Ideias em disparates de um crânio pérfido, mãos que não acompanham o intermédio. Pernas correm no ciclo ártico: Artificial, sem mérito. O grão no punhado fétido, Me comparo ao pior dos céticos. O incerto é loucura, o demérito — uma pulga sobre o ego. Me descabelo sobre a careca do pretérito, exposto a um futuro de Nero. A frieza me acompanha nos dias, desde que a vi, ao chão, trêmula. Imóvel, com espuma nos lábios... E me comovo: sou parte irresponsável do mistério. Não resolvo, não crio, não prego. Sou um morto que anda sobre a vida. Sou culpado, à espera do martelo.

Comentários

Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.