28 de Setembro
Da pele que hábito, a dúvida Do chão que me ronda, sacro Da mão que afaga, mundo Da boca que julga, vigário Do mar que afronta, afundo, Meu crânio em pleno compasso, Se senta em cadeira de palha, E se queixa a goteira e descaso, Até as narinas metade que vejo, Dicotomia entre o arcanjo e o pecado, Se puro demais a ser cego, Ou imundo, um escravo ignaro, Na lona vieses impuros, Oriundo de um mundo quadrado, Da raiva que põe no sepulcro, De um dia eu ter lhe deixado.
Arturo
Bom poema, parabéns!
Luis Rodrigues
Obrigado, estamos no processo