Fundo do mar
Afundo em mim mesmo, como pedra jogada no fundo do mar. Meu peito é um oceano sem fim, onde os gritos viram bolhas e sobem… só pra estourar. Há tempestades que ninguém vê, relâmpagos mudos rasgando o céu do meu pensar. Sorrio como farol apagado — bonito por fora, inútil no escuro que há. Minha mente é um labirinto espelhado, me perco em reflexos que não sei se são meus. Procuro uma porta, mas elas me olham… e somem, como sonhos de Deus. Me canso de nadar nesse vazio, meus braços já não pedem salvação, mas talvez — só talvez — alguém escute essa canção. Porque às vezes, o que parece silêncio, é um pedido de socorro em forma de poesia.
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