O Peso da saudade
O vento canta tua ausência na fresta fria da janela. O tempo, esse algoz sem pressa, desfia os dias, arrasta as horas e me deixa preso em ontem. Teu nome pesa nos meus lábios, mas não ouso pronunciá-lo. Se o digo, ele se esfarela, vira eco, vira sombra, vira nada. Tua falta é faca cega que fere lenta, sem piedade. Dói no peito, dói nos ossos, dói na alma, dói onde nem sei que existe dor. Se ao menos a saudade matasse… Mas não, ela me faz viver só para me ver morrer um pouco mais a cada dia.
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