Como era no princípio,
movia-se em meio ao caos
e sobrevoava a criação,
Ele estava lá, antes de tudo.
É um fogo que não queima,
não se sabe de onde vem
e nem para onde vai,
mas você o sente,
pois dEle você nasceu
e com Ele amadureceu.
Como foi desde sempre,
descendo e guiando os seus;
andando e ensinando,
abrindo as mentes,
curando os corações.
Ele é vida em abundância.
Dele vem graça sobre graça,
e após anos de trabalho,
passou a habitar em cada ser,
nos guiando a crescer.
O melhor amigo do homem,
É o fogo vindo do alto,
a chama que nunca se apaga,
a luz que resplandece nas trevas.
Quem tem sede, que beba,
quem tem fome, que coma
de suas palavras; pois elas são pão.
Aviva... Aviva espírito, aviva.
Ele é, pois nEle há vida!
Minh'alma se deleita.
Santo é o vento,
Santo és tu ó espírito,
desça eu peço, e queime-os,
quebrante-os, ó santo espírito!
Salve-os, ó espírito, salve-os!
São almas tão doentes,
corações quebrados
Aviva-os, ó
espírito.
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São belas as cenas e
são lindos o momentos
que passamos juntos;
numa noite de céu aberto,
e eu vi seu sorriso a brilhar,
me atentei aos cabelos negros:
eles são em formato espiral.
Tantos assuntos a dizer que,
não temos nada a temer;
o tempo para ao redor e
não existe pressa ao falar,
existe apenas nós;
aproveitando o momento,
com tanto sentimento,
pois é mútuo.
Sou contente ao lado dela,
e cada passo me alegra;
nossos olhos se encaram,
eles sabem o que querem,
els desejam um ao outro;
enquanto navegam,
no oceano da paixão.
Falamos de abraço,
citamos uma conversa,
agora penso que o
seu abraço me conforta;
seu assunto me consola,
seu abraço me alegra e
suas palavras me fascinam.
Me pergunte quantos anos,
quanto tempo,
me indague agora;
digo que que todos!
Todos os dias,
quero noites!
Quero amor.
Aparenta ser sonho,
aparenta ser ficção,
o que é real?
Já me indaguei,
Mas real é nós!
É um presente,
dado pelos céus.
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O mundo estava em trevas,
muitos erravam e muitos julgavam,
mas uma estrela rompeu os céus,
e nasceu uma luz; À luz cresceu e andou
entre os homens.
Foi à luz mostrando os caminhos dos céus,
e enquanto falava, muitos dos seus o calavam.
à luz resplandecia nas trevas, mas às trevas que eram dos seus, não o compreendiam; um dos seus foi dando testemunho dEle, mas sua cabeça colocaram numa bandeja.
Ele era rodeado de vida, mas nEle, estava a verdadeira vida, pois Ele é a verdadeira vida! Sua presença era calorosa, calava a muitos quando abria a boca, os mais dotados de intelectualidade, ficavam pasmos com suas palavras; "quem é esse?", perguntavam entre sí.
Teu corpo foi flagelado com açoites, teu rosto ficou irreconhecível, tua vestes sortearam e sua aparência estava de doer o coração. Caminhou em direção a morte, enquanto olhava no rosto dos que amava, esses mesmos que o condenaram; seu próprio povo o matou.
Era tarde quando riam e zombavam do mestre,
os mais chegados choravam e se compadeciam, mas Ele lhes perguntava, "porque choram?",
lágrimas e risos se via naquele dia, mas derrepente, ele deu o último suspiro,
se ouviu um tremor e a terra sentiu a dor da perda; e os que tinham entregado Ele as autoridades estavam arrependidos,
"ele era justo", falavam seus acusadores,
o pânico se alastrou no meio deles.
A luz se apagou mas ascendeu aos céus.
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Vidas vem e vão,
pois são passageiras;
mas lembranças ficam,
pois são eternas.
Mamãe olhe para mim
Não feche teus olhos mamãe
Vamos, olhe para mim
Sorria para mim.
Cautelosa dor
Que corrói meu interior
O mamãe, ontém eu matei
Matei meu outro eu.
A morte ama, ela beija
Não é mamãe?
Agora acorde
Primeiro ele, agora tu?
A morte, ei, olhe para mim
Não sorria desse jeito
com desdém
Maldita seja tu.
Me devolva minha mamãe
Dou-lhe minha alma em troca
O que acha? Uma troca equivalente!
Não suma, venha! Agora!..
Dor.
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Tu Senhor, é o pai do jardim.
A relva que cresce, a vida que surge;
antes tu aconteceu, pois disseste ao teu servo,
que ainda antes que houvesse dia, o Senhor era!
e o Senhor habita no presente e tu será um momento que virá.
Senhor, venha a mim e eu irei a ti. Deus meu;
vamos caminhar no campo, em verdes pastos
contigo ó pai eu irei, veremos o mover das nuvens, o balançar das folhas, contigo navegarei na tormenta, andarei em meio ao caos, pois sei que em meio as trevas, a dor e as lágrimas; a tua vara e o teu cajado me consolarão.
Meus inimigos são muito fortes ó Deus,
Mas eles não suportam a tua shekinah, a tua majestade é infindável. Tua luz ofusca imensamente as trevas, como no princípio em que teu espírito se movia em meios a face da águas, assim tu se move em minha vida pai.
Minha alma é tua, meu caminhar é teu, tu que promoves meus passos ó Senhor. O Senhor que me guia, pois um cego não guia outro cego, por isso preciso de ti, pois tu enxergas claramente; ja eu em frente vejo trevas, mas tua luz brilhará e abrirá o caminho nesse vasto mundo corrompido. Se eu for cair, tua mão me sustentará e não tropeçarei pois tu darás ordem aos teu anjos, para que me guardem. Em ti confio pai, e digo que salve-me do maligno e andarei firme nas tua veredas.
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Foi ontem de manhã mamãe!
Era meu irmãozinho
Me lembrei dele mamãe
Estávamos voltando do parque
Quando aquele homem veio
Eu fiquei paralisado
Eu falhei mãezinha querida
Me perdoa?
Meu irmãozinho se foi
E eu foi covarde
Aquele homem... Eu vi sangue!
A memória veio em mim agora
Uma arma eu vi e meu irmão no chão
Nosso dinheiro ele levou
Mas deixou uma dor em mim
Meu peito dói mamãe
Ele sente dor, meu irmão?
Diga, ele está só dormindo não é?
E esse caixão aqui mamãe? Acorda irmão!
Vamos brincar de novo, vamos.
Por favor irmão acorde, acorde, acorde
Se abrir os olhos eu não choro mais!
Por quê? Isso eu não quero
Meu peito dói, minha alma chora
Minha mente se destrói
Angústia minha amiga
Eu vejo um poço
E tem desespero
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Era uma bela dama
Só ela passeava
Teu brilho ofuscava
Teus olhos me chamavam
Um sorriso que encantava
Mais bela que...
Tão doce quanto favo
De mel era teu beijo
Saudade restou em mim
Mas aí veio ele
Morte; oh morte
Traga-me minha bela dama
Mais linda que a lua
Em céu estrelado
A morte, porque fizeste isso
Meu amor, a vejo em sonhos
Tua luz brilhava em mim
Sua essência eu sentia
Lembro-me de teus cabelos
macios como lã jovem
Oi morte, maldita sejas tu
Maldito é o dia em que nasci
Quero minha amada de volta
Rogo-te morte, traga-me meu amor
Em meus braços você a deixou.
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Ate quando tú me seguirás?
Ate quando andarás ao meu lado?
Sei que está junto de mim sempre
Desde que saí do ventre
Não somos amigos!
Suma, eu te peço; por favor...
Tu me segues, tu me sondas
Dormes comigo todos os dias
Quando abro meus olhos lá está você
Me olhando, me observando
Esperando eu abaixar minha guarda
Para agir contra mim.
Ate quando tolice, me incomodará?
Deixe-me só e saia, suplico-lhe
Vá e chame a sabedoria para que venha
Diga a ela que estarei aqui
Esperando. Em lágrimas.
Vá, e diga ela que a amo.
Venha sabedoria, seja minha companheira
Eu preciso de você aqui, me ajudando
Dias após dia, noite após noite
Eu te amo sabedoria e te conheço
Sei que quando a vida existiu
Lá estava você, observando, agindo.
Sabedoria, eu sei que quando a ordem
Foi dada as aguas que estavam acima
Para se juntar as que estavam abaixo
Tu estava lá, observando e agindo
Te conheço pois sei que tu estavas lá
Quando sua criação caiu.
Sabedoria eu te conheço muito
Tu habitas em cada linha de meu ser
Em cada junta de meus ossos
Tu estás em batida de meu coração
Movendo cada fio de meus pensamentos
Sei que estás aqui sabedoria.
Sejamos amigos sempre, pois eu te amo
Muitas vezes a entristeci, sei que errei!
A tolice vive querendo me manipular
Mas esteja comigo, e nunca aparta-te de mim
Lhe peço, preciso da tua presença nos dias bons
Preciso do teu auxílio nos dias maus.
A vida é feita de falhas, moldada por escolhas
Mas meu futuro é escrito por ti ó sabedoria
Tu és minha vida, és o meu respirar, meu pensar
Só tu podes endireitar tudo
Tua voz é uma lampada para os meus passos
E tu é uma a luz para os meus caminhos.
Quero que ande ao meu lado
Por dias sem fim e a ti dedico este poema
Meu doce amigo Espírito Santo
Minha bússola neste mundo
Minha luz nesta geração em trevas
Graça e paz.
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Coluna de fogo a noite e nuvem de dia
Muitos são meus inimigos ó Deus
Mas tu és comigo, as batalhas vem e vão
Mas tu permanece em guarda
A minha abaixei e um deles veio!
Lembro-me vagamente de tua aparência
Certa noite veio como chama negra
Noutra, uma silhueta como sombra
Em outras tomou a forma de um ente querido.
Ó Senhor, sê comigo para sempre
Dei-me capacidade pois muitos são eles
Ele é desconhecido ao meu entendimento
Mas senti assombro em tua presença
Veio ao cair de minhas pálpebras
Não pode me tocar, pois teme a chama
Mas sem me tocar ele pode me calar
Minha garganta fechou, minha voz silenciou
Perdi o comando vocal, a autoridade
Temi a morte e pensei ser o fim
Lembro-me de estar acima deles
Eles temiam a chama
O poder que residia em mim
Mas a tolice dos homens, sua vaidade,
Sua soberba, os corrompem e seu ego
Ele os destroe.
Estava afundando e fui dominado pelas trevas
Tive fé e tomei coragem, sua intimidação e
Seu assombro calaram a minha voz,
Mas a chama ainda em mim, me fortificou
E o poder se aperfeiçoou na minha fraqueza
Eu o ordenei que recuasse e ele obedeceu
Temeu o nome que usei.
"Jesus ó filho de Davi, tem misericórdia de mim"
Aquela coisa ficou ao meu derredor!
O dia foi sombrio, vasto em agonia e dor interna
Supliquei ao mestre e pedi reforço
Meu espírito estava fraco
Ele mandou teus servos, meus irmãos.
A guerra foi vencida e vieram os dias de paz.
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