Kaique Lopes @Lotus_poeta

O monstro que eu sou

A frustração devora minha carne Como se estivesse tão faminta com uma fome insaciável Ela quer me mostrar o quanto que eu sou imprestável Minha cabeça não aguenta mais tantos contos de tragédia Cadê os beijos? Os abraços O carinho Aquilo que aquece e me trás paz? Já deu de tanto sofrimento Eu quero amor e não coisa de momento Pois quando me olhei no espelho Me tornei um maluco dominado pela loucura e destruição Eu não consigo acreditar de onde vem tanta negação Eu queria quebrar os meus punhos contra chão De tanta raiva, tristeza e solidão Eu não sou uma pessoa normal Eu sou um monstro Que vai afastar tudo e todos De uma forma descomunal Enquanto houver poesia É a monstruosidade que sussura no meu ouvido Querendo que eu murmure Até um leitor entender minha empatia

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