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Kaique Lopes

@Lotus_poeta · desde 2020

Sou um poeta que tenta pelas palavras entender o que é amor,falsidade ou ignorância humana aquele que vive numa solidão sem poder escapar dela...

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A praia

Me isolei nessa praia Onde olho para o horizonte com o coração vazio O horizonte era o seu lindo sorriso Aquele que, no qual, eu perdi O item mais raro desse mundo Onde nunca mais irei recuperar Minha alma vaga andando em pegadas Onde minha espada desenha um tracejado As minhas lágrimas poderiam criar um oceano de saudades Mas apenas da minha parte, porque eu amei de verdade Nesse rumo onde não existe fronteira, mas também, não existe saída Nada cura meu vício ou minha busca por algo que possa sair dessa vontade de ser amado Somente uma distância entre o sonho, a utopia, e uma realidade muito distante Enquanto isso, o cansaço toma conta do meu corpo Eu desabo em uma crise de choro Mas em pouco em pouco se alivia Eu me levanto caminhando para lugar algum Pois meu fim é trágico Minha vida é conturbada e fora do comum...

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O homem que odiava o mundo

Porque eu sinto tanta raiva? Hoje eu estava refletindo sobre o que eu sou, minhas falhas e como andou a minha vida E finalmente eu cheguei em uma conclusão Eu sou a soma de resultados de atos inconsequentes que me geral nessa tal vida cheia de desilusão A soma do que eu faço não se resulta em nada O que eu sofri não terá cura, e não existe solução As coisas que eu construo, meu mesmo destruo No final eu quero ficar sozinho Não quero pertencer a nada Não importa quem queira me dar amor, carinho e a atenção Já era, acabou nada me satisfaz, pode ser qualquer porcaria material que isso não vai me agradar Meu único desejo pra tudo e pra todos é que sigam suas vidas, eu nunca mais quero ninguém incomodar Eu sempre serei sério, infeliz, raivoso, antissocial, melancólico, e rancoroso Eu nasci pra ser um monstro e vou morrer como um Acho que depois disso não tem mais o que escrever É um desfecho de tudo que vai ser.

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Criar e destruir

Construa tudo Crie vínculos, e tente se aproximar Se machuque por erros cometidos sem o meu controle Tenha uma crise Destrua tudo que você construiu Fique se anônimo, garanta sua paz sozinho E de tudo comece a se afastar É isso o que eu sou Eu construo tudo/ eu destruo em questão de segundos Porque? Pois meu maior trauma é como lidar com a decepção de todos ao meu redor Eu prefiro fugir, porque é a melhor opção Não encarar a raiva e o medo Pois fere tanto que me deixa em desespero Vou correr, mas correr tanto Que não existirá um ser que de mim vai lembrar A fuga é a minha resposta a tudo que eu sofro nessa vida patética Pois pra mim acabou a ideia de seguir as leis da ética

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Insatisfação eterna

Porque nada preenche esse vazio em mim? Será que não existe satisfação em nada que eu ganho? Elogios, coisas materiais, gastos feitos para me dar alguma felicidade? É tudo fútil no final das contas, como se tudo tivesse data de validade Eu posso ter tudo que eu quiser, mas no final de todo resultado É como se por um segundo eu tivesse ficado animado Então o que eu quero? Acho que eu queria realizar um desejo tão utópico que chega a ser bem sádico Como uma mulher que suplicasse seu amor por mim e dissesse todas as coisas boas que eu tenho Que gostasse de estar perto, e assim me consolasse todas as vezes que eu me sentisse triste ou esgotado. Acho que isso é uma realidade tão distante que nem se eu morresse ou nascesse mais de cem vezes eu teria um semelhante resultado Esse vazio no meu peito é eterno, como um miasma que cresce e não para de me consumir Até que eu seja somente uma forma material, um objeto, uma pedra parada ou uma árvore morta de uma noite calma e calada Sou somente um mero andarilho sobre a profunda escuridão, escrevendo sobre a mera vida cercada de momentos de frustração, ilusão e solidão..

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Tudo o que eu faço não tem sentido...

Tudo que eu faço não tem sentido Não tem valor ou satisfação Pois toda vez que eu termino algo É como se somente fosse minha obrigação Não tem perdão quando eu falo "não" E a felicidade se torna algo tão distante Que na minha vida só existe estresse e frustração O esgotamento me leva a querer desmaiar A não querer existir para outro dia encarar Ninguém mais me enxerga com bons olhos As mulheres que eu quero gostar sempre terão motivos para me odiar Porque eu existo? Qual o motivo de eu estar aqui se nada que eu faço é o suficiente para alguém? Só queria tudo parar e ninguém mais nessa vida incomodar.

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Escondendo minha face

Dia após dia me dói olhar para o espelho E ver que ainda estou nesse pesadelo E enxergar o quanto que eu me pareço com ela Os surtos me deixaram mais insano E eu vejo o quanto de mim mesmo que eu engano Não tenho orgulho algum do que eu me tornei As correntes que me prendem em meus pulsos são a mágoa e o trauma que travaram os meus ossos e meus nervos Com isso sem escapatória, o meu terror é algum risco de compromisso Eu não sou mais um homem E sim uma sombra que não quer deixar resquício Um monstro que grita em todos os cantos achando que terá paz mas isso é só uma falsa utopia Igual de esperar que aquela pessoa falsa me daria bom dia Poeta sua mãe te destruiu Sua amada te traiu E todas que você quis dar alguma chance te jogaram no inferno quando você se iludiu Você não tem mais nada E muito menos coração Se jogue sobre o desleixo Pois essa é a última opção

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No meio do profundo abismo

Porquê eu estou morto? E não consigo levantar? Será que meus pensamentos me devoraram? Ou querem que eu mostre a verdade Do que é ser ignorado Indesejado Rejeitado Será que alguém teria força para aguentar um dia do meu tormento? Ver que passo por dias, meses e anos sem um toque de carinho, abraço ou a sensação de ser amado Que a dor mais além de existir com desânimo maior do que ser motivado? De ver que no fim ser o que eu sou não vale de nada a não ser observar que todos se afastam por consequências de maus atos de terceiros Das mentiras que me contam achando que eu sou ingênuo para acreditar De toda a agonia que meus nervos afetam.. Tudo ao meu redor me faz enxergar que estou abandonado De ver que meus planos estão queimados E reparar que eu fui completamente trocado E substituído De tentar me aproximar de pessoas que eu amo mas as farpas que existem entre nós me fazem afastar Eu fui contaminado pela loucura do alto conhecimento da toxicidade da vida E é isso que mostrará que toda minha existência é vazia.

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O monstro que eu sou

A frustração devora minha carne Como se estivesse tão faminta com uma fome insaciável Ela quer me mostrar o quanto que eu sou imprestável Minha cabeça não aguenta mais tantos contos de tragédia Cadê os beijos? Os abraços O carinho Aquilo que aquece e me trás paz? Já deu de tanto sofrimento Eu quero amor e não coisa de momento Pois quando me olhei no espelho Me tornei um maluco dominado pela loucura e destruição Eu não consigo acreditar de onde vem tanta negação Eu queria quebrar os meus punhos contra chão De tanta raiva, tristeza e solidão Eu não sou uma pessoa normal Eu sou um monstro Que vai afastar tudo e todos De uma forma descomunal Enquanto houver poesia É a monstruosidade que sussura no meu ouvido Querendo que eu murmure Até um leitor entender minha empatia

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Sem retorno

Me questiono tanto E não consigo compreender muito Do porquê que alguém poderia me amar Eu não tenho coisas a oferecer de volta Muito menos um certo tipo de interesse despertar Eu desconfio de tanta coisa O ceticismo sobre tudo e sobre todos não me faz querer andar E eu travo.... É melhor ir embora Me bloqueie de vez, ignore ou melhor ainda Me odeie Como o que todas fazem assim que me conhecem.. Nada é de verdade... Sempre existe algum tipo de interesse ou uma intenção própria para chegar em mim Eu estranho demais quando alguém se aproxima Mas agradeço quando é de boa intenção com o coração Mas de verdade Quero deixar tudo e todos em paz Pois quando eu procurei por afeto Eu tive que pedir perdão mesmo eu tendo algum tipo de razão....

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Quando abro a porta...

Não consigo mais o que eu sinto expressar Pois sinto um pouco de paz Uma leve alegria começa a me visitar E ao mesmo tempo eu sinto raiva, e eu necessito de tudo me ausentar O cansaço sobre todas as coisas quer me matar Pois toda vez que abro essa porta e saio Tudo ao meu redor me testa ou me joga na cara Que sou solitário, e que minha vida é amarga Gostaria de sentir um pouco de alívio Mas nada me resta, porque estou muito ferido Será porque eu não faço meu melhor, eu faço o mínimo? Os ecos soam sobre o meu ouvido Você não é bom o suficiente pra isso Você não é bom o suficiente pra isso Será que a minha existência é sofrer? Pra tudo isso aqui eu escrever? Porque eu sinto que não tenho nada E mesmo recebendo agrado de qualquer coisa Não tem significado algum pra mim Não existe começo Só posso ver de tudo o Fim.

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