Hanami.
Ao se despir, abraço-me. O meu florir solta-se aos poucos, de mansinho, ao sorrir, tão singelo. O momento eterno que passa volta. Completa a estação, desabrocha em uma nova canção que ressoa no tempo, tece o acalento que pinto nesse quadro verde de mim, floresce adentro pétalas macias que desprendem-se ao vento... Quando te tocam preenchem seus lábios da doçura de se respirar, resplandecem a candura no olhar e deixam a pureza do sorrir. Permito-me sentir. Eleva e leva pela brisa serena da primavera a maneira etérea de pairar sobre o desabrochar de mim. De mansinho, sente-se, aquietam-se as dores, sorri de leve, inebriam-se pelas cores do festival de flores. É enfim hanami de mim.
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