Como havia querido...
Na memória que é só lembrança De tudo aquilo que se foi (E que ficou em mim!) Ecoa um grito de recusa Transpassado pela seta atroz Das horas da tua partida Que também me levaram Ainda mais além Para longe de mim e de mim. E o sorriso que resta É um sorriso sonhado Dentro de um sonho remendado Que vou sufocando Na clausura das ausências. E chamo, sem saber que chamo, O nome que fugiu de mim Em um verso nunca escrito. As horas continuarão a espreitar os dias, Mas nunca haverei de passar Da superfície dos teus olhos, Nem teu tempo será O pretendido dono de mim... (L.V)
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