EU E O MUNDO
Eu vi o mundo onde meus pés tocaram a areia fofa da praia durante uma tarde calma de verão. Onde o céu se movimentava sobre as nuvens, e meus olhos — lacrimejando por tanta surpresa — deixaram-se inundar. Assisti a mulheres e homens caírem tentados por sua própria cupidez e danação, onde jazia um cadáver imundo tomado pelo pó das horas. E calmamente caminhei até água que, feito menino maroto, se esquivava dos meus pés. Meus cansados pés de sal, que ao tocarem o mar bravo se desfizeram , provando a inutilidade do desejo humano em tentar banhar-se de uma glória que não possui.
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