Eu matei ele.
Imperador, traga-me a cabeça do desgraçado a quem sirvo. Quero beber do sangue, provar da carne, batucar com os ossos desse e cantarolar com suas vísceras enroladas em meu pescoço. Traga-me suas opulências, queimarei tudo até não sobrar nada. E do nada refazerei o tudo pelo qual ele viveu e morreu. E no quadro de sua morte pintarei com a tinta da leviandade a maldade, para que todos saibam quem foi ele - o tolo a quem servi. Tragam-me o seu chicote, o cajado e os sapatos. Usarei esses itens enquanto danço sobre o seu túmulo. Tragam-me o maior berrante do mundo, quero fazer ecoar a risada engasgada de uma vida toda. Imperador! Imperador! Imperador! Eu matei ele.
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