Barreira.
A barreira se desfaz. Pardais ganham cores, antes imperceptíveis. O sol brilha contra o ferro. A luz reflete um novo aspecto da vida. Finais de tardes celebrados... Pôr dos sois devidamente cortejados. A luz reflete um novo aspecto de mim. Agora, sem barreiras. Deslimitado pelo próprio consciente. Vivo demais para desejar morrer. Frio demais para encarar as chamas da verdade. Mas a luz ainda brilha, e eu agora estou sorrindo. Quem dirá que não existem milagres? Só aqueles que ainda estão presos na barreira. Só aqueles ainda abraçados pelas sombras. Mas eles logo sentirão a luz. Logo, antes que percebam, da noite pro dia, a luz os alcançará também.
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