Aurora Lea
Tarauacá, mistério do meu chão.
Meu refúgio secreto, meu pequeno paraíso
Onde o tempo sussurra que aqui é o meu lugar.
Nessa cidade menina Habitam um povo de alma antiga, de espírito valente,
Filhos das águas e das matas,
Eles ouvem o silêncio da noite,
Sentem no peito um nó que antecede o dilúvio
Quando a natureza decide falar alto
O céu se fecha, a água se impõe,
E os rios se insinuam pelas veias de asfalto.
O mundo vira espelho d’água,
Carros se calam, barcos surgem como fantasma
Salas de aula viram fortalezas,
E o povo, cativo de uma batalha silenciosa,
Luta contra a mãe natureza
Sem saber se retorna ao que era lar.
Lágrimas se misturam ao barro,
Memórias boiam entre restos de mobília,
E cada casa submersa guarda um segredo.
O cenário é de um pós-guerra sem bombas.
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Cá e lá parada em meio ao nada olho para o meu lado e em um silêncio barulhento permito- me ser guiada sangrando a cada pisada, Ouvindo seu coração que provoca pânico e terror em um cenário fugitivo, Mas em mim lágrimas de sangue escorre após te avistar e lhe conhecer o brilho se apaga de um rosto que nunca sorriu. Tu és dolorosa, mas escolhi lhe abraçar ó verdade que ofusca.
Lea Rial
Um gatilho, um gatilho e o bicho “perigoso”
Ele está aqui, ali e em todo lugar.
Quem é esse monstruoso?
É o danado do mundo virtual.
Uma família reunida e um “bichinho” brilhoso na mão.
Ali, ninguém fala com ninguém, os distantes pertos se ignoram.
E com outro lá, lá fora do “muro”, se conectam.
Alguém presente fica “invisível”. Um gatilho é ativado
E o tempo desperdiçado.
Um Cenário de luta e fuga da vida real
É como se fosse uma bebida alcoólica
Mas uma bebida da rede social
Que embriaga e aprisiona
No “subsolo” da mente humana.
Uma postagem e um clique, já se foram 24 horas.
Uma idealização e a falsa sensação de satisfação emocional.
Uma prisão em um campo aberto.
O vilão é o algoritmo desse campo virtual.
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Não escrevo sobre o amor, ele me causa dor.
Dor que me aprisiona no meu interior.
Há uma voz presa dentro de mim.
Uma voz que ruge bem alto.
A minha alma sagra em silêncio.
Meu coração busca refúgio.
dessa vida caótica.
Uma vida cheia de dor.
Sempre há fuga da vida genuína.
Meu escape é o poema, ele acalma minha alma.
Há uma saída.
Uma porta.
Bem ali, ali do outro lado
Lá fora do muro.
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Qual o propósito da dor e do sofrimento?
Um sentimento selvagem, que possui cheiro de escuridão e faz seus alvos "desmaiarem" e até mesmo desistir da preciosa vida em momentos de trevas, mas alguns conseguem ser cientistas na base de lágrimas de " sangue" escorrendo na tristeza de seus rostos vendo o brilho se "afogar" e a Ira se levantar.
Ó senhor, por que tanta dor?
Não germinei da filósofa,
Mas ela raiou em mim,
Em alguma parte do meu corpo
E percorreu nas minhas veias,
Saiu se instalando e acendendo pequenas luzes
Genuína, em cada pulso refletindo
Uma paisagem pragmática do mundo que nós cerca, a qual caminha para um abismo.