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Leânes Almeida

@Lea_rial · desde 2024

🌻 Tarauacá - Acre 🌻 A alma e a emoção 🌻 Jogo-me nos braços dos sentimentos.

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Verdade

Espelho d'água alma de barro

Aurora Lea Tarauacá, mistério do meu chão. Meu refúgio secreto, meu pequeno paraíso Onde o tempo sussurra que aqui é o meu lugar. Nessa cidade menina Habitam um povo de alma antiga, de espírito valente, Filhos das águas e das matas, Eles ouvem o silêncio da noite, Sentem no peito um nó que antecede o dilúvio Quando a natureza decide falar alto O céu se fecha, a água se impõe, E os rios se insinuam pelas veias de asfalto. O mundo vira espelho d’água, Carros se calam, barcos surgem como fantasma Salas de aula viram fortalezas, E o povo, cativo de uma batalha silenciosa, Luta contra a mãe natureza Sem saber se retorna ao que era lar. Lágrimas se misturam ao barro, Memórias boiam entre restos de mobília, E cada casa submersa guarda um segredo. O cenário é de um pós-guerra sem bombas.

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Lágrimas

Um olhar lôbrego.

Cá e lá parada em meio ao nada olho para o meu lado e em um silêncio barulhento permito- me ser guiada sangrando a cada pisada, Ouvindo seu coração que provoca pânico e terror em um cenário fugitivo, Mas em mim lágrimas de sangue escorre após te avistar e lhe conhecer o brilho se apaga de um rosto que nunca sorriu. Tu és dolorosa, mas escolhi lhe abraçar ó verdade que ofusca.

Vida

O outro lado da internet

Lea Rial Um gatilho, um gatilho e o bicho “perigoso” Ele está aqui, ali e em todo lugar. Quem é esse monstruoso? É o danado do mundo virtual. Uma família reunida e um “bichinho” brilhoso na mão. Ali, ninguém fala com ninguém, os distantes pertos se ignoram. E com outro lá, lá fora do “muro”, se conectam. Alguém presente fica “invisível”. Um gatilho é ativado E o tempo desperdiçado. Um Cenário de luta e fuga da vida real É como se fosse uma bebida alcoólica Mas uma bebida da rede social Que embriaga e aprisiona No “subsolo” da mente humana. Uma postagem e um clique, já se foram 24 horas. Uma idealização e a falsa sensação de satisfação emocional. Uma prisão em um campo aberto. O vilão é o algoritmo desse campo virtual.

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Poema

Um pulsar rompido.

Não escrevo sobre o amor, ele me causa dor. Dor que me aprisiona no meu interior. Há uma voz presa dentro de mim. Uma voz que ruge bem alto. A minha alma sagra em silêncio. Meu coração busca refúgio. dessa vida caótica. Uma vida cheia de dor. Sempre há fuga da vida genuína. Meu escape é o poema, ele acalma minha alma. Há uma saída. Uma porta. Bem ali, ali do outro lado Lá fora do muro.

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Sentimentos

Qual o propósito da dor e do sofrimento? Um sentimento selvagem, que possui cheiro de escuridão e faz seus alvos "desmaiarem" e até mesmo desistir da preciosa vida em momentos de trevas, mas alguns conseguem ser cientistas na base de lágrimas de " sangue" escorrendo na tristeza de seus rostos vendo o brilho se "afogar" e a Ira se levantar. Ó senhor, por que tanta dor?

Poema

O outro lado da filosofia.

Não germinei da filósofa, Mas ela raiou em mim, Em alguma parte do meu corpo E percorreu nas minhas veias, Saiu se instalando e acendendo pequenas luzes Genuína, em cada pulso refletindo Uma paisagem pragmática do mundo que nós cerca, a qual caminha para um abismo.