NÃO HÁ
Tento lento, ao longe, te sentir mais um pouco No meu peito o sentimento já amuado esfria A neblina que se forma torna triste tua estadia Já não há lugar Já não há o teu estar Não há A tua presença Já não paira sob minha cabeça Não lembro mais do rosto Do gosto Da história Da trajetória Não há vitória Não há Não há mais lugar Apaguei tudo com fria cólera Pois não existe tanto fogo Que acenda essa coisa tão morna Não há boca a boca Não há minha boca na tua boca Que ressurja Esses últimos suspiros De um amor tão falho Não há Não há mais o meu estar As lembranças São pó Sim, Estou só Mas já não há lugar Para ti Não em mim Não mais Não há. Layra S.
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