L100 @L100

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Palavras que insistem em sair. Hoje as coloco em um jazigo. Enterro no fundo do peito, lugar escuro, esquecido. Agora tudo é silêncio, um abraço frio e vazio. Histórias e memórias do ser, afogadas num rio sombrio. Os passos ecoam distantes, como um adeus sem destino. E o tempo, cruel companheiro, desfaz o que um dia foi brilho. Mas sob a terra das palavras, ainda pulsa algo ferido. Pois até no mais fundo túmulo, há um coração resistindo.

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