Aceita que dói pouco
Sobre a ferida aberta Inclinei o saleiro E branquejei de sal O que na minha entranha Fosse de doce mal As dobras dos dedos dobram E ri-se o muro em que batia Pois na dor a mão contrai Quatro agressores feridos. Inútil é dar combate Ao que não nos revida E por que não conviver Com a frustação? Quando já vivo impotente E fragilizado de submissão? Mas me ferindo muito Não ponho a externo De mim, minha mágoa. Esqueça o Boxe Esqueça o Jiu-jitsu Esqueça a Cabala... Sou covarde demais para Aceitar tal fardo. A pia se encontra mais próxima Para lavar o dorso da mão.
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