Vulva vulgar
A Natureza proveu aos homens (e algumas poucas mulheres) a graça de uma visagem paradisíaca. Porque pondo-se sobre os joelhos duas coxas, torneadas qual roliças torres, e sustentando acima delas os montes unidos numa só montanha deixam a vista o vislumbre de um desvão desabrochando o botão da flor umidecida de tesão. É este, de todos os ângulos, o mais sublime das beldades. Porque não fala da subjugação dum sexo ao outro; mas ouve-se aí um gargarejo de cascasta que oculta sua gruta. Onde também o talho na carne da fruta torna irresistível o desejo de prová-la, fazendo dela a anfitriã dos sonhos impuros. Assim como em fios é destilado o mel do favo; o suculento caldo de uma chama subaquática escorre em caldas entre as pernas. Nessa doçura lambuzam uns dedos profundos, e os lambem línguas lascivas.
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