O Rio
É o sol vermelho que me apavora Quando a tarde possui o rio taciturno As águas evocam o cântico noturno E este réquiem solitário me devora Eu vejo você, na tímida aurora Na trêmula brisa que enferma me afaga No apático céu, quando cinza se apaga No rio, que subitamente chora Mas eu desejo que você ame Eu desejo que você perdoe Eu desejo que fujas deste desterro... E neste rio de distorcida natureza Espero que reencontres a beleza Onde eu só vi desespero (...)
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