Leandro @Krauser

A um Fantasma

Pobre cadáver da criação Espectro mórbido da alma humana Estas condenado em teu nirvana A vagar a infinita dimensão Monstro de sombria maldição Que ao dia chora na agonia por conforto E a noite deita no jazigo de um morto Para sonhar com o medo e escuridão E quando o breu derrota a luz desesperada Tu surge assim, o Nosferatu da madrugada Aprisionado à mais terrivel sorte Tua tragédia é um teatro de tortura E em ti eu vejo minha própria sepultura Acimentada pelos selos da morte Leandro Machado

Comentários

Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.