memórias do ledo
Parte IV Meu corpo estava rubro Meus cabelos eriçados por seus dedos Meu sexo chorava nela. Ela sorria. Um sorriso lindo. Eu queria mais!? Deite-a sobre o meu peito Eu beijei a sua testa. Ela molhada queria dormir. Ainda sentia o desejo por beijá-la, Faltavam lugares. Meus lugares. Beijei seu lindo pescoço Ela gritou, dizendo que gozava ao toque. Beijei suas axilas E ela riu dizendo – Pare querido. Coloquei-a, de costas para mim. Beijei do ápice até aqueles dois pães. Minha boca penetrou aquele pequeno pontinho na fruta. Beijei, saboreei-o, até suplicou que eu pusesse o anular. Não neguei o pedido. Os meus sentidos iam se perdendo Ela gemia ais tão alto que eu sabia que ursos não faltariam ali. Eu chupei o meu anular E voltei a pô-lo, e chupá-lo. Seu gosto era mel de amor Depois que ela gozou Meu gozo se tornou insignificante. Eu engoli aquele néctar que ela derramava do seu útero. Seu gosto é mais gostoso do que a cherimoia. Exausto pelo prazer Adormeci como Lisandro Acordei e ela não estava mais ali Mas o seu cheiro ondulava no meu corpo Mesmo que o vento tentasse matá-lo. Porém. Aos poucos fui morrendo. A memória daquela flor do ledo Minha flor. A mais bela flor que eu beijei. O outro dia chegou como uma sentinela A saudade batia como uma agulha Dilacerava os dias.
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