Agnaeldo @Knulp
Amor

Memórias do ledo

Parte III Usava um vestido preto Não curto e nem comprido  Seu pé gracioso resplandecia.  Não sabia o que fazer... Ela fitava-me, e eu derretia aos pingos.  Pôs toda a peça ao chão Uma grande ilha se formou Ficando pequenas ilhas: os seios e o sexo.  Desnudei a alma ao vê-los tão de perto Grandes mamilos que me olhavam de soslaio  E eu suplicando que um deles estivesse nos meus lábios... Aproximei-me dela suando gotas de alegria  Toque-a no rosto Ela se deixou roçar nos meus dedos.  Eu suspirei  Sua boca ardia nos meus lábios Sussurrei com as minhas mãos o busto Ela fez cair à penúltima porção.  Parei no tempo ao contemplar tanta beleza numa mulher Eram lindos e femininos Grandes e um com pequeno botão no meio.  Os beijei E senti o néctar fluir na minha boca Não resistiria e chupei-os um por um.  Ela não negou  Deixou que eu mordesse até ficarem vermelhinhos.  Seu cheiro embriagava o meu ser Sonhava acordado com a flor que exalava a minha libido.  Beijei seu umbigo, mordendo... Fui descendo ao céu.  Pedi que outorgasse a mim O poder de dominar aquela ultima ilhéu.  Fechei os olhos e com paladar  Mergulhei o órgão recitador ela cheirava a algo inominável.  Beijei os lábios, primeiramente. E depois o pequeno botão.  Não queria desarruma-me Não queria macular aquela deusa, mas ela pousou suas mãos na península.  E tudo se converteu em pranto.  Eu queria parar  Queria voltar a beijar aquela flor do ledo O meu corpo nela violava os meus sentidos E o cheiro tão irreal se tornava natural.  Eu parei antes que os futuros ids Pudesse fluir nela Voltei a beijar aquele fruto pequeninho.  Que agora rijo eu descobria outro gosto.  Ela pôs-se sob mim Seus seios entumeciam a minha boca Gritei, até o gozo.  Ela desarmou-se no meu colo Ficando imóvel e serena.  Senti o sabor dos seus cabelos molhados A pele que colava na minha.

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