Memórias do ledo
Parte III Usava um vestido preto Não curto e nem comprido Seu pé gracioso resplandecia. Não sabia o que fazer... Ela fitava-me, e eu derretia aos pingos. Pôs toda a peça ao chão Uma grande ilha se formou Ficando pequenas ilhas: os seios e o sexo. Desnudei a alma ao vê-los tão de perto Grandes mamilos que me olhavam de soslaio E eu suplicando que um deles estivesse nos meus lábios... Aproximei-me dela suando gotas de alegria Toque-a no rosto Ela se deixou roçar nos meus dedos. Eu suspirei Sua boca ardia nos meus lábios Sussurrei com as minhas mãos o busto Ela fez cair à penúltima porção. Parei no tempo ao contemplar tanta beleza numa mulher Eram lindos e femininos Grandes e um com pequeno botão no meio. Os beijei E senti o néctar fluir na minha boca Não resistiria e chupei-os um por um. Ela não negou Deixou que eu mordesse até ficarem vermelhinhos. Seu cheiro embriagava o meu ser Sonhava acordado com a flor que exalava a minha libido. Beijei seu umbigo, mordendo... Fui descendo ao céu. Pedi que outorgasse a mim O poder de dominar aquela ultima ilhéu. Fechei os olhos e com paladar Mergulhei o órgão recitador ela cheirava a algo inominável. Beijei os lábios, primeiramente. E depois o pequeno botão. Não queria desarruma-me Não queria macular aquela deusa, mas ela pousou suas mãos na península. E tudo se converteu em pranto. Eu queria parar Queria voltar a beijar aquela flor do ledo O meu corpo nela violava os meus sentidos E o cheiro tão irreal se tornava natural. Eu parei antes que os futuros ids Pudesse fluir nela Voltei a beijar aquele fruto pequeninho. Que agora rijo eu descobria outro gosto. Ela pôs-se sob mim Seus seios entumeciam a minha boca Gritei, até o gozo. Ela desarmou-se no meu colo Ficando imóvel e serena. Senti o sabor dos seus cabelos molhados A pele que colava na minha.
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