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Poeta do Caos

@KleverCorvus · desde 2021

Pseudo-simbolista gótico. Minha arte é ocultista, alquimica e pscicodélica. Eu sou talvez a escuridão, talvez luz, mas certamente o Caos

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Efêmero

Solidão

Solidão de uma máquina Batendo roupa suja Para secar na mão Torcer cada memória Cada palavra e palavrão Solidão de um guarda roupas Das portas caindo Solidão em cada canto Em cada luz que se foge Em cada lua que se abraça

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Crença

Inconsciente

(Parafraseando a série Freud_netflix) Tão pequena luz da consciência Estou nesta casa que sou, Apenas um nome em reticência O brilho minúsculo do Sol Ainda limita-se em reentrância E permite que trevas e caos Ganhem perímetros de distância Dominando a casa que sou Não podemos, não queremos Aceitar, acreditar, participar Reviver as sombras, nossos menos Enquanto isso eles se aproximam Lezando memórias, o pensar, o respirar Devagar demolindo a casa que sou _Klever Corvus Mar/2021 Meu instagram: @KleverCorvus Meu zap pra quem quiser trocar uma ideia: 64)99226491

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Fidelidade

O lúgubre arcanjo

Lume de raio branco Na beira dos cimos, As penas definhando! Chacoalha e qualha as nimbos. Ao gemer tem o timbre De alguém que canta hinos. Chovendo com um zimbre Por entre os trovões e sinos O mundo todo ouve Se aquieta e deságua, É tanta a sua mágoa  _ Explica-me o que te houve? Triste o arcanjo falou: _Choro pela traição!  Eu choro ante a paixão que então já se calou. _Pois fica aí, e chora.  Tem minha benção De chorar o desfeito;  É melhor nesse mundo teu pranto iracundo Que dentro do peito. __Klever P. Corvus__ Mar/2021 Me siga no instagram: @KleverCorvus

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Ritual

↜Poema de aniversário↝

Passar como um fantasma Não deixar pegada na areia Somente o invisível plasma Sem pulsar o peito nem a veia Moer-se sem que desfaça A fibra da memória mais feia Não planar, nem ser massa Existir sempre entre a meia Tentar ser e não ser, já sendo Indiferente para se locaizar Bem antes e até sucedendo E depois entre o esgarço Enfim sorrir por não chorar Em outro dia dois de março __Klever P. Corvus, 2 de março 2021___ Maia comteúdo no insta, @KleverCorvus.

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Efêmero

Poente

Escutai... Me escutai a nota menor; Meu coração está doente senhor! É assim mesmo... É desde sempre Este momento só de Sol poente. O que será de mim entre essas cores, O bronzear quase cinzento das dores No Preto e branco; As laranjas e as rosas! Reluzindo sem clarear as coisas. E como em um violão, o centro em vão É meu acústico peito cantochão A ecoar emanações de uma estrela. Pousai... Pousai com teu calendoscópio No meu peito e escutai a desculpa do ópio; A esperança paira, nem vai e nem chega

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Silêncio

A santa

Me chamara quase nua! Apaguei todas as luzes, Fechei a janela da rua E na sombra tombei as cruzes. Tu foste meu ìdolo novo; Mas para onde fora a chama Que avermelhava esse rosto E rezava a tua cama? Ao te beijar, eu beijava Uma arcada imaculada! (O segredo atrás do manto) Ao te abraçar procurando A carne, e o veludo brando Eu abraçava uma ossada. ...Klever Corvus... Fev/2020

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Amor

Doce Amor

Doce amor Pequenos doces de cristal cintilante Como a areia incontável ao pé do mar Se fazem os sentimentos Das almas que aprenderam a se amar Derretem-se no deleite do calor E se misturam umas as outras sem iguais Deixando um gosto de quero mais Para o amargo da vida calar Doce amor, doces são as mãos Que o buscam , além do bem e do mal Dois sonhos em creme e canela Fazem amanhecer uma tela Se nutrindo e semeando o mesmo fruto Que cresce e devagar se revela ___Klever Corvus 09/05/2019___ A pedido de Juliana Guirra

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Ritual

Só tenho um pedido

Não me velem! É só, e nada mais Esqueçam os meus versos e jamais Convoquem o meu delusório nome Deixem-me ser só com a minha fome Que eu serei devorado pela mesma Deixem-me sob as passadas de lesma Não há necessidade de nada disso Nem de ser declamado, nem ser vivo Não me velem! É tudo e nada mais Para que minha sombra siga em paz Vagando sem lar e sem semelhantes Não me velem! Permitam que a esperança O dom e o pecado, da minha andança Suma pousando sobre os horizontes ___Klever Corvus ___ Jan/2020

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Pátria

Mesmo não sendo patriota

Na minha alma lembro ideias longínquas Qual a nuvem que vem e vai, vai e volta E a terra que bem braça onda por onda Os mares dos tempos e as suas línguas Vem noite após noite uma história oblíqua   Um filme que passa o que o tempo conta Os cruzeiros vindo e a bandeira torta Desse preto e branco à folia iníqua Com música, e dança, com vida e cor Nossa flora e fauna em um nobre manto As terras recobrem de canto a canto Sempre assim pairando a mão do criador O verde e amarelo, o vermelho e azul Lá vou eu sonhando de norte a sul  Sorrisos e sombras por todo o lugar O sonho acaba mas minha alma fica lá Klever Corvus Jan/ 2021

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Religião

Complacente

Em qualquer lugar, em qualquer lugar Com a borboleta ou até com o raio De noite ou de dia, eu posso entrar E da mesma maneira pego e saio Sou uma circunstância rara e oportuna Dominando o círculo da fortuna Olá mundo! Bom dia humanidade! A Morte é a minha grande amizade Tenho os dedos finos e também tortos Alongados como as garras dos corvos Mas se usar preto te gera uma ofensa O problema é seu... É seu o problema Profira; acordai pois com desavença Minha guarda; guias e deuses mortos Klever Corvus Jan/2021

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