Para a luz que não fulgura
Farol da penumbra, Queda do sol poente, Sua luz ecoa em meu abismo, Estrela mais brilhante Dos confins da escuridão, A voz de quem o ama. A voz do que o ama. Meus olhos cegaram para ver Ouvir você devorar o medo em mim Você é o sortudo, você é o sortudo ! A supernova em ascenção Lava o sal em meu rosto Pois do mar em que me afogo A costa é rasa A costa é rasa em solução. Chore ! Sangre a luz da noite que o chama, Me veja sair, Eu saio pelas rachaduras, Corra de mim, Minta para mim, depressa ! Não se engana o coração, Não se profana onde nasce o amor, Não, é melhor não... Risque o céu ! Cometa acometido, Voz do vazio, Se há você, Só há você, Espaço sem tempo, Ilusão da causa pelo efeito, A sorte é você, a sorte é você ! Deus em formas de aprender No fim somos um, Questionando o amém, Infinito desdém, Afirmação do existir. Fervente sob a pele Ardente alvorada, Não se apaga, uma luz Que já nasceu acesa. Acesa ascenderá.
Marcela Davi
Belíssima tua criação.
Nilza Poetisa
Lindíssimo Um poema profundo que dá gosto em ler