Jardim florescido.
Aquele belo jardim Destruído por mim Arregacei com tudo Sem pudor dei um fim. Era lindo, me fazia feliz Tantas flores carmesim Que amputei pela raiz Sem pensar dei um fim.
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@Kennypoet · desde 2026
[✒️'🌊'🩸] Poeta de 14-17 anos que escreve poemas melancólicos e com temas pesados...
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Aquele belo jardim Destruído por mim Arregacei com tudo Sem pudor dei um fim. Era lindo, me fazia feliz Tantas flores carmesim Que amputei pela raiz Sem pensar dei um fim.
Continuar lendoDesejo me livrar de tamanha dor Aquela mesma que surge a cada dia Que já almeja acompanhar a rotina Transformando semanas em misérias. Que o vazio abra os portões de saída Se despeça com um verdadeiro adeus E deixe de ocupar minha mente Naquelas horas que eu ficava sem chão. Que a minha mente se torne aliada E não procure formas de rivalizar Que um dia eu conheça a paz E pare de tratar a agonia como lar. Costumes antigos sejam absorvidos Que eu seja banhado com alegria Porque aquela sensação de vazio Me tirava toda a empatia Até eu desistir de mim mesmo E mergulhar na mais profunda apatia.
Continuar lendoPoeta que cansa Da própria poesia Poesia que nasce da dor Mas nunca da harmonia. Poeta que já se aborrece De sujar os dedos de tinta Escrever versos deprimidos E recriar os piores dias. Poeta que vive sem contato Sem nem querer ver o dia Páginas sujas, às vezes tem orgulho Mas romantiza a própria agonia.
Continuar lendoA cicatrização aguda Dói, como facada Estar sóbrio é como desmembrar Desejo poder recair, Como se fosse o meu abrigo Mesmo se o arrependimento Dilacerar o meu corpo vivo. Encaro aquele ato; soa horrível É como se fosse me salvar Desse fim de poço invisível Portanto, sem nem me dar conta Estarei preso em um ciclo de recaídas E não conseguirei largar esse vício desprezível.
Continuar lendoAgarro-me ao corrimão, determinado Hesito de despejar-me ao fim abaixo Descerei com a leveza de quem não vê O quão profundo isso pode chegar. Vejo mágoa escorrer do começo Uma que preciso experimentar; Estranho, esse cheiro exato e nostálgico Da madrugada anterior, chuva a cair Não cessa nunca, após aquilo descobrir Oxigênio frio, invadindo minhas janelas O quão fraco isso soa agora após tudo Só me resta continuar a descer. Forte pressão no peito, me deixa sem ar; O coração como se estivessem a agarrar Acelera, até a cabeça já não suportar Não consigo aguentar, quero afundar; Continuar a descer mais, assim não dá! Escorrego no sangue quente, crítico. Derramado na cerâmica fria do degrau Derrubado na escuridão do falso final Sozinho, ninguém ouvirá o meu gritar A subida parece a desistir e evaporar A descida clama pelo meu nome É o único caminho a restar. Me afogo no profundo corte aberto; Mais cedo estava muito bem cicatrizado Agora reabertos com brutalidade Maneira devastadora de lacerar Graças a terrível sabotagem de persistir.
Continuar lendoNo horizonte desprevenido Vejo a neblina a surgir; Consumindo com uma névoa fria Aquelas lembranças leves Que poderiam ficar mais uma vez Antes de serem submersas Nos embrulhos do nevoeiro. Tudo se encontra nublado; Dentro de minha mente Nem as memórias mais notáveis Resistem à onda neblinosa. A galeria de fotografias Já são umedecidas pelo chuvisco Deteriorando, até evaporar E caírem no fundo do esquecimento. Agora só resta cinza adentro; Uma nuvem que consome em silêncio; Esperando mais memórias germinar Para assim poder se preparar A engolir de novo, nas nuvens claras Após o seu propósito cumprir.
Continuar lendoInútil procurar pela luz Se você preza pela escuridão Interior ainda luta por sobreviver Mesmo com overdose de decepção. Engolindo diariamente tudo aquilo Que pode me prender na obsessão De assistir deitado tudo piorar Com uma dose de satisfação.
Continuar lendoDesejo rabiscar Até o papel amassar E nem mesmo a borracha Conseguir salvar. Usando um lápis Ou uma caneta estourada; Apenas preciso Conseguir marcar.
Continuar lendoAssisto as memórias desintegrar O estômago cansa de apodrecer De tanto esmurrar para encaixar Tamanha angústia do anoitecer.
Poemas são a maior expressão do poeta. Poesia é o grito estampado em páginas. Escrever é a cápsula sagrada para a mente cheia. Consumo poesia como uma droga; Despejo dor viva em versos às noites Cicatrizes coaguladas em estrofes Fonte de mágoa derrete em meio E as folhas logo soam como suicidas.
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