Vassalo do abismo
Cometi o infortúnio da entrega A auto-calúnia declarada Em que em tudo, tudo emprega Por resultado não retém nada Um bobo sem corte à sua frente Um servo de senhor imposto Um corte onde a mágoa é vertente Onde o sabor provém de desgosto Ajoelho-me diante do ruído De um trono feito de fumaça, Guardando no peito o ferido, Que em silêncio se despedaça. Fiz da promessa o meu algoz, Do próprio peito, a prisão; E no eco sufocado da voz, Sobra apenas a desolação.
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