Viva! Viver è uma trágedia
Um ser nascera Mal sabia ele, também morrera A borboleta voava Seu primeiro dia iniciava Ela subia até onde cabia Queria conhecer o céu Por isso pela sua ilusão vestiu seu véu Em momentos voou com pássaros Em momentos conheceu gostos Tudo era novo até o dia se prolongar Pois o motivo de sua existência começava a vagar Á tarde já não havia mais juventude Não havia novidade O lago era mais uma rotina Em que tudo se instaurou em sua vida Estranhamente ficara solitária Não sabia criar sentimento Voava com a companhia do incerto Quase igual um homem A noite, o crepúsculo a perseguia Já não qualquer coisa fazia Devagar se locomove Lembranças eram esquecidas Sem amor Olhara para lua Seus olhos a perseguiam para onde fosse A chuva caia Seus olhos a condenam para enfim morresse Ao final viver ou não viver não trouxe nada para esse mundo Sua vida não trouxe legado nem memorias Se sua inóspita morte Fosse de seu conhecimento Algo seria feito? Algo diferente? Talvez não Pois no fim sempre esperamos que o espetáculo seja uma comédia Mas no fim estamos destinados a uma eterna tragédia 31/03 Kamalesh D’
Felice
diante de um fenômeno