Tapeceiro das sombras
No beco úmido e sombrio, sob a lua escondida, Um homem de chapéu negro conversa com a vida. Três bonecos de pano, remendados, amarrados, Sussurram segredos, em fios entrelaçados. Ele segura firme sua balestra, pronto para a caça, Mas com seus amigos de tecido, ele faz uma pausa. Em cada remendo, uma história, uma memória guardada, Nas noites de Manaus, sua jornada é traçada. Com botas marrons e sobretudo que o vento leva, Ele caminha pelas sombras, onde o mistério se eleva. Os bonecos, seus aliados, em cada passo e decisão, Guiam o homem de chapéu, na escuridão, com precisão. Tapeceiro, um herói brasileiro, que se esconde nas sombras, amigo desconhecido de tantos, só falta apresentação para aliviar os prantos.
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