Escárnio
Me deixei consumir, Fechei as mãos Por favor, me deixem aqui Hoje Sou o asco e o blefe Sou o escudo sob a espada E quem sou eu, A carne que sangra Sou o dito cujo maldito Com a capa fechada Sou o que me convém Sou a espada, Quando sou desdém Em cárcere, Sou fardo sujo e ingrato Não se cospe no mesmo prato Mas eu sou algo mal dito, Sou um escárnio —memorável. J.S
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