Poeta
Sou o produto de um ser inacabado. O penhor da vida quando o mal descansa O conflito de mim quando a alma mansa Agita-se como encarcerado. Sou de mim um pequeno pedaço Quando outros mais se me libertam. Um pouco do todo quando se despertam Fragmentos dos antigos passos. Sou mais eu quando me desfaço De ser sempre o eu vivido. E assim, sou metal muito bem polido E às vezes ferrugem quando me refaço. Sou inteiro quando a vida é incompleta; Devaneio quando o mundo é são; Sou prova viva da contradição; Sou de tudo, sou poeta.
Ruth
Ficou muito bom! 😊🌻
Julia Lemos
Como eu amo a gentileza! ❤😊