Pequena alma profunda
Diante um choque de realidade Deparei-me com um mero mortal Que acreditava estar incumbido de razão Ter de fato dominado o próprio coração Pensou ser desta vez a primeira Das várias tentativas de amar Acreditou, orou e implorou Por migalhas a serem jogadas Mas tinha até um motivo aceitável Parecia estar tão perto, ser tão clara Tão puro e límpida que era possível Enxergar até o reflexo de sua alma Tocou, beijou e acariciando esse ser Deleitou sua paixão de certezas Mostrou-lhe todas suas fraquezas Se expôs ao perigo de tentar Acreditou ser esse recomeço O verdadeiro e mais puro a se fazer Esquecendo suas feridas por instantes Esquecendo seus medos constantes Como milhares de tentativas anteriores O começo era calmo e tão belo Tinham vários girassóis amarelos Um gosto doce e um olhar tão belo Aqueles olhos não poderiam machucar Aqueles olhos não deveriam chorar Aqueles olhos não conseguiriam negar Aqueles olhos não podem mais me perdoar
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