Dois companheiros de longa data
Um amizade entre camaradas
Um grande amor que gera encantos
Uma parceria e rivalidade
Disputa entre três metades
Com um final, quem derá fosse engano
Me tornei amigo do homem
Que conquistou a mulher que amo
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Estou morrendo?
Não, ou talvez...
Estou morrendo aos poucos
Aos poucos!
Me tornando louco...
Entre os loucos
Sentindo o gosto,
Do desgosto...
Sem ao menos gostar
Gostar do sabor
Sabor que agradou
Ou agradaria
Como cafés
E guloseimas quentinhas
Numa padaria
Numa tarde calma,
Com leves brisas...
Uma suave alma
Miragem, cegueira ou ilusão
Qual será destas?
Qual será o motivo da razão...
Sigo sem sinal de esperança!
Vivo vivendo uma vida...
Sozinho, numa solitária solidão
Tremendo do frio
Que vem do vazio
Escorre pelo fio
Que será cortado então.
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Um elemento ímpar
Em pares ordenados
Um ponto de ferrugem
Em aço inoxidável
Uma única fagulha
Em meio a fogo frio
Como leste sem oeste
Perdido no sombrio
Venho me sentindo
Um grão de soja
Lançado ao deserto
Um vaga-lume brilhando
Em plena luz do dia
Uma pequena reta
Sem seu paralelo
Um oceano seco
Não salgado
Um bala sem destino
Um ser infeliz
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Respiração ofegante
Com os lençóis malhados
Olhar no horizonte
Com os gritos abafados
E as lágrimas foram ao chão...
Esse mar vai inundar o sertão
E as lágrimas foram ao chão...
Nesse dilúvio não existe arca não
Um homem ferido
Vagando no deserto
Na noite fria...
De companhia, a escura escuridão
E as lágrimas foram ao chão
Na despedida não houve compaixão
E as lágrimas foram ao chão
Inconsolável, eu sigo até então
Em um filme preto e branco
Sem graça...
Sento esperando
Que tudo se desfaça
Projeções falhando
Em massa...
Que o filme queime
E finalmente tudo acaba
E as lágrimas foram ao chão
Misericórdia se não houver perdão
E as lágrimas foram ao chão
É culpa minha...
E que do alto eu caía em vão
Me matas-te sem matar-me
Pois amas-te sem eu te amar
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Terei tudo que ela deseja
Serei tudo que sonha ser
Mesmo que não possa tê-la
Não imagino o que posso fazer
Pra conquistar seu amor
Abandonei o restante
Causei a solidão
Só não esperei receber...
Ele de retribuição
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Estou sendo acusado de amar
Estou sendo acusado pecar
Estou sendo acusado de adorar
Falaram que isto é cobiçar
Estou querendo te abraçar
Estou querendo te beijar
Estou querendo fazer você
Por mim se apaixonar
Estou cansado de esperar
Estou cansado de suportar
Estou cansado de respirar
O ar que não seja o seu...
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O amor se tornou algo banal
Sentimentos já não são especiais
Horrores na TV
alguém mude este canal
É o ódio sentimento mais casual
Sinto até terror
Isso não é normal
O resumo do amor
Se tornou algo carnal
A trombeta já soou
Chego a passar mal
O mundo que Jesus salvou
Está chegando ao final
Todos podem ver
Mas arrogância ignora
Junto com a ganância
Sua salvação foi jogada fora
Suas almas vão vender
Não haverá segunda chance
O medo de perder
Criarão laços de sangue
Com dez regras para seguir
Só uma mais importante
Nenhuma vão cumprir
O pecado é viciante
Chega!
Deste mundo preciso me isolar
O capital parece intoxicar
Preciso respirar, isso não é normal
O resumo do amor é ato carnal
O mundo vai ruir
Isso é inevitável
O erro é mais procurado
Do que a água potável
Veremos querubins
Haverá lamentações
Nada irá surtir
Pois não funcionou com os bons corações
O futuro é incerto
O destino está correto?
Vamos nos despedir
Nos veremos no inverno!
Mas haverá purificação
As trevas se tornará luz
Teremos a salvação para aqueles
Que aceitar a sua cruz
Não vou falar de novo
O tempo que resta é pouco
Se não fizermos nada
Será lago de fogo!
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Estou cansado de você
Deste louco apaixonado
Deste bobo xonado
Estou cansado de você
Deste doente agonizante
Desta peste impregnante
Estou cansado de você
Uma pulga que não quieta
Que desanima o meu poeta
Estou cansado de você
Onde eu viro a página?
Ou rolo pra cima ☝️?
Estou cansado de você
Vamos saia!
Vamos caia!
No fundo do abismo
E se afoge na aceitação
Estou cansado de você
Estou pirrado com você
Estou cansado de você
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Tô precisando distrair
Tô precisando me encontrar
Tô precisando recorrer
Tô precisando apelar
Tô precisando conversar
Tô precisando te falar
Tô precisando te contar
Tô precisando desabafar
Solidão, meu atual parceiro na vida
Paixão, meu causador de feridas
Pensei que era especial
Em algo familiar
Não pensei em Carnaval
Só pensei em me aproximar
Já que não foi correspondente
Será que você me entende
Será que alguém me compreende
Já sentiram algo, transcendente
Não nessecita ser recíproco
A verdade eu nem te conto
Se fosse chegar no pico
Era uma amizade em preto e branco
Se foram as declarações de amor
Não existe mais falso calor
Sobra um vazio imenso
Com meus gritos em silêncio
Tô precisando dormir
Tô precisando acordar
Tô precisando viver
Tô precisando apreciar
Tô precisando sumir
Tô precisando sair
Tô precisando curtir
Tô precisando chegar
Na felicidade
Em minhas conquistas
Ir na onda dos surfistas
Na Boa
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Sou um astronauta
Um cavaleiro branco em sua falta
Um vazio em minha alma
Só algo preenche e me acalma
Um desnorteado
Um cara desfocado
Uma vida sufocada
Me suprimi e me sinto afetado
Não é falta de ar
A pancada foi no coração
Tiro do cúpido foi tão rápido
O perfurou é o lançou ao chão
Flagelado sinto o congelar
Aos poucos não vejo brilho no seu olhar
Estou cansado de ser o apaixonado
De tão inútil eu decidi que vou abandonar
Meu coração...
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