🖋📄 Que eu me lembre não estava escrito em lugar nenhum que a nossa história não poderia ter um final feliz.
Eu queria ter você aqui pra falar de amor e viver todas aquelas coisas bobas que nos fazem tão bem, outra vez.
Meu fetiche, minha poesia, amor da minha vida…
O que é isso, versos de um desvairado? Ou será que sou apenas um tolo perdendo tempo? Sou aquele que deixou para trás todos os motivos pelos quais eu deveria voltar, eu estou aqui quebrando o orgulho e queria que você soubesse.
Você não acreditaria se eu dissesse que caminhei sozinho por todo esse tempo, pois tinha que ser honesto comigo mesmo.
Quantas vezes eu tentei fugir, certo de que deveria seguir em frente, mas todas as coisas ao redor só me fizeram ver o quanto eu ainda te amo.📄🖋
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Levada por suas lembranças, Julia caminhava melancólica pelo Jardim selecionando correspondências apanhadas na caixa de correio quando foi surpreendida por uma carta que fez seu coração disparar; não era anônima, porém inesperada. Suas pernas ficaram trêmulas, as lágrimas corriam pelo rosto que abria um sorriso há muito tempo reprimido, felicidade e euforia regando o amor que as circunstâncias sufocaram.
Então deixando para trás todas os empecilhos gerados pelo orgulho, partiu ao encontro do seu amado, para a reconciliação que aquela carta de amor fez acontecer.
2019 ______________ art 184
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@otemploeasestações
Jorge Fernandes
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Eu estou realmente feliz por estar aqui com todos vocês, sou grato por cada um que se tornou um seguidor do meu perfil ou que simplesmente curte os textos que escrevo, vocês são preciosos pra mim (de verdade). É claro que faço tudo com amor e trato a inspiração com seriedade, mas eu escrevo por hobby, não tenho pretensões nessa área, nem atrevo a considerar-me um escritor. Amo esse universo literário e gosto de interagir com vocês, vocês são muito talentosos, alguns ainda precisam ser lapidados, mas sua paixão revela a vocação. Sigam em frente com suas obras e seus sonhos, estarei sempre aqui lendo e motivando vocês. Obrigado, meus amigos.
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Jorge Fernandes
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SEXO, CAFÉ E UMA HISTÓRIA DE UM AMOR.
PART 1
- O dia amanheceu lindo, veja a luz do sol entrando pela janela, ouça o canto dos pássaros, que manhã maravilhosa!- Falava Nancy aos ouvidos do marido em uma revigorante manhã de segunda-feira.
- Feche essa cortina, não há nada de lindo numa manhã de segunda-feira.- Respondia o marido se acomodando debaixo do lençol.
- O que é isso? Anime-se, a segunda-feira marca o início de uma nova semana. O dia está lindo, e hoje eu acordei com vontade de transar!.. Faça amor comigo, agora, vamos fazer loucuras de amor sem nenhum pudor, vamos perder o juízo com direito a mordiscadas gostosas e aquela lambidinha sem vergonha. Vem, meu bem, me pega.- Falava Nancy, esfregando-se no marido.
- Ah, cale a boca e me deixe dormir, e vê se fecha essa cortina.- Respondia o marido, desapontando a bela morena que acordou romântica e cheia de inspiração.
- Homens, pensam em sexo o tempo todo, aí quando a gente tá a fim de dar, eles dizem que não querem!... E ainda dizem que as mulheres é que são complicadas!- Queixa-se Nancy, se levantando em seguida.
- Onde você vai?
- Vou ao Tasty tomar um café.
- Ótimo, querida, vá tomar café enquanto eu durmo mais um pouco, e saiba que eu te amo.
- Querido, eu não quero flores, eu quero outra coisa. Você já ouviu essa frase?! Mas vou me contentar com um cafezinho mesmo!- Ironizou, vestiu-se, disse adeus e partiu rumo à cafeteria situada na esquina.
Tudo bem, aquela manhã não precisava mesmo ser perfeita, estava tudo bem e isso era o bastante.
Tasty, a cafeteria, era a sensação daquele bairro na zona sul, um lugar incrível, onde tomar um café ia além de simplesmente tomar um café. O aroma e a gentileza que faziam o clima naquele lugar, aliados à conversas agradáveis, pareciam ter o poder de fazer o tempo parar.
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2018
O TEMPLO E AS ESTAÇÕES
autor: Jorge Fernandes
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SEXO, CAFÉ E UMA HISTÓRIA DE UM AMOR
PARTE 2
- Eu pediria ao atendente que lhe oferecesse um drink por minha conta, bem ao estilo clássico de uma investida, mas a essa hora do dia tudo o que posso fazer é perguntar se posso tomar um café ao seu lado.- Cortês e bem apessoado, com um copo de capuccino na mão, o homem se aproximou apresentando-se com extroversão. Quem é o estranho cativante que não esconde suas pretensões?
- Eu não me lembro de já tê-lo visto antes. Você é novo por aqui?- Pergunta Nancy, enquanto adoça o café.
- Já estive aqui antes, mas é a primeira vez que eu venho nesse horário, e não poderia ter sido em melhor ocasião. Afinal, não é todos os dias que se tem a oportunidade de tomar café assim tão bem acompanhado.- Para Nancy poderia ser o momento ideal, oportuno para sucumbir ao desejo que há muito lhe ardia.
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2018
O TEMPLO E AS ESTAÇÕES
autor: Jorge Fernandes
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SEXO, CAFÉ E UMA HISTÓRIA DE UM AMOR
PARTE 3(Final)
- Humm, é impressão minha ou eu tirei a sorte grande hoje?
- Bem, isso é com você, docinho, talvez a sorte seja minha. Sabe, eu conheço muitas mulheres para as quais uma aliança no dedo não é sinal de impedimento. Você me parece ser uma garota esperta, além de ser muito atraente.- Olhando para a aliança de casamento no dedo de Nancy, o homem fala deixando claro as suas intenções, Nancy retribui com um sorriso malicioso, deixando o homem convencido de sua conquista.
- Oh, você é ousado. Sabe, hoje eu acordei com uma vontade louca de fazer amor, mas não fui correspondida.
- Nossa, quem deixaria passar uma mulher dessas?!
- Pois é, foi aquele que me jurou amor eterno no altar, ele preferiu dormir.
- Maridos! Deixe ele dormindo enquanto eu te mostro o quão especial pode ser essa manhã. E então, vamos sair daqui?- Conclui o galanteador, enquanto pegava a comanda em cima da mesa.
- Vamos sim, eu vou pra minha casa dizer ao meu marido o quanto eu o amo, mesmo quando ele fica chato, e você pode ir pra qualquer lugar... desde que seja bem longe de mim. Saiba que eu jamais trocaria uma história por uma aventura, e a propósito, uma aliança no dedo significa muito pra mim.- Nancy responde surpreendendo o exímio conquistador, dando-lhe um fora que ele jamais esperaria.
Bem resolvida, certa do que queria para si, a virtuosa esposa retorna para o seu amado.
- Oi, você demorou, senti sua falta aqui.- Comenta o esposo ainda debaixo dos lençóis.
- Você sabe como é aquele lugar, a gente nem vê o tempo passar.
- Estava bom lá?
- Querido, você nem imagina!.. Ah, eu trouxe café pra você.
- Vem cá, deixa esse café pra depois, eu estava pensando em fazer outra coisa.
- Outra coisa? Que coisa?
- Vem cá, eu vou te mostrar. Eu já te falei que você acordou linda hoje?
- Ui, isso é bom, Humm agora você está todo animadinho.
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2018
O TEMPLO E AS ESTAÇÕES
autor: Jorge Fernandes
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Soprou do norte um assombro, vento forte devastador, das profundezas da insanidade emerge insaciável com suas dobradiças e cravos de ferro.
Pobre vassalo, que se recusou a revelar o que não sabia, se viu obrigado a confessar o que não cometeu.
Para sentenciar a prostituta que se infiltrou no mosteiro, tortura e morte, hipocrisia e intolerância como punição exemplar a fim de impressionar aqueles cujas almas já estavam escravizadas pelo medo.
E o conspirador que fôra supostamente apanhado no seu delito? O pavor em seus olhos, o clamor e os gemidos, as perfurações e o sangue… Era como uma obra de arte macabra, para deleite do carnífice.
Legislação farsante granjeando vítimas na idade das trevas, danos irreparáveis na construção de uma história onde balança enganosa decidia a sorte de um povo.
Um dia alguém se levantará para o acerto de contas, e a dama sanguinária se desfará enferrujada sob o lamento dos seus inventores.
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2018 art 184
Jorge Fernandes
ERA MEDIEVAL
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Talvez tenha dado importância demais
ao que não era assim tão importante...
as cores e as dores,os amores que se foram levando o sentido da vida,
todas as vezes que eu abri a porta, todas as portas que eu fechei e todas flores que eu mandei...
Todas as vezes que eu andei solitário por aí
esperando por um milagre que fizesse com que alguém sentisse falta de mim...
... lembranças de um medo que não faz mais sentido, desprezo por um sonho do qual não depende mais as nossas vidas!
Então por tudo que somos, por tudo que temos hoje
celebre a vida,
celebre a vida com todas as cores e desertos,
por que pode ser que amanhã ninguém se lembre mais!
É preciso entender que algumas pessoas pertencem ao passado e algumas coisas já não importam mais.É preciso seguir em frente,trilhando o novo e os recomeços. Nenhum de nós errou pela última vez, enquanto houver vida, haverá lições e recomeços, nunca desistir é o que faz a diferença.
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O TEMPLO E AS ESTAÇÕES
2018
Jorge Fernandes
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O vôo da águia sob o céu de primavera inspira renovação e esperança.
A melodia da flauta, virtuosa na performance do mancebo parece combinar o ritmo com o cavalo que vem a trote.
- Louvado seja Deus!- Exclamou a duquesa de coração palpitante observando no alto da torre.
- Baixem a ponte, levantem os portões.- Bradou o oficial encarregado da entrada do castelo.
O capitão da guarda está de volta. O favorito do rei, o enaltecido das donzelas, o desejado da duquesa.
Quem é esse cujo retorno alegra o coração do rei? Quem é esse que vem cavalgando triunfante?
É aquele contra o qual não prosperaram os ardis do inimigo.
Notável, perito na peleja, com inteireza de coração levanta o estandarte, orgulho de uma nação. Não desamparou seu companheiro, e até mesmo a vida daria pelo escudeiro.
- Regressa à tua terra, oh destemido, para a honra dos teus ancestrais, vida longa ao ilustre que no campo de batalha não fez caso de si mesmo- Proclama o arauto pelas praças em alta voz.
O capitão da guarda está de volta. Na galeria dos heróis descansará condecorado, pois, pelos seus feitos sempre será lembrado.
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ERA MEDIEVAL
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2019
Jorge Fernandes
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Confesso que por um momento eu tive medo, enquanto as portas da escuridão se fechavam após mim.
Eu ainda ouço as feras rosnando e perco o sono pensando nas ameaças, mas estou feliz por estar aqui.
Venho de uma terra distante, e ninguém acreditaria se eu contasse.
O demônio zombava
da doutrina dos monges, enquanto derrubava o mais nobre dos cavaleiros. Mas eu, o mais fraco de todos, rejeitei o pacto que enganou o príncipe.
Eu era apenas o poeta com sua dispensável harpa no palácio, alguém para quem fizeram um favor.
Agora eu tenho um arco e uma espada… e a fúria das trevas contra mim.
Aquela mulher que servia na taberna disse que eu deveria ter fé, mas eu sei que a minha presença a incomodava, então eu preciso de outro lugar para passar a noite.
Estou tentando me manter firme, eu sei o quanto será difícil seguir em frente guardando todos esses segredos na minha mente.
Terei que matar aquele que me acolheu, isso vai partir o seu coração, pois ele verá como traição. Quando chegar a hora ele será espalhado como cinzas, igual aos dogmas que ele despedaçou.
Serei o protagonista de uma história que o mundo nunca ouvirá. Estarei andando por aí, certo de que ninguém se lembrará de mim.
Por hora, quero descansar e estar pronto para a minha missão.
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2019
ERA MEDIEVAL
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Jorge Fernandes
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No alto da montanha,
açoitada pelo vento, ela observa ouvindo os gritos que vem de baixo, ecoando por todo o vale.
O alarido de uma multidão enfurecida se faz ouvir desde o vilarejo, assim como é possível notar o clarão da fogueira à longa distância.
Em uma era sustentada pela hipocrisia e regida por dogmas, a ditadura do clero estabelecia bruxas para o fogo enquanto violentava as almas dos incautos, a fim de defender os próprios interesses.
Tochas e espadas numa perseguição sem tréguas,a intolerância alimentando lendas, definindo a idade das trevas.
No alto da montanha,
açoitada pelo vento, ela observa ouvindo os gritos que vem de baixo, ecoando por todo o vale.
Envolvendo-se em sua túnica, insuficiente para conter o frio, a bela jovem de cabelos pretos e olhos verdes se refugia despretensiosamente nas superstições da noite, levando consigo um odre para saciar a sede e um bocado de pão para amenizar a amargura.
Ela tenta não se importar com o olhar atento do corvo, que observa de cima do galho de uma árvore seca sob a luz da lua.
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LENDA MEDIEVAL, A ERA DAS BRUXAS (Um conto, um poema.)
2018
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Jorge Fernandes
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