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Jaeder

@JaroldOS · desde 2020

"A felicidade e o absurdo são dois filhos da mesma terra" -Albert Camus

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Indiferença

Um filtro de sonhos que balança Só passam pesadelos, como tu E com a mão no peito que avança Eu vou, e do meu amor me afasto Assisto a tudo por essa janela Luz profunda e o puro breu Chiaroscuro, e quem diria Que foi você quem apareceu? Cabelos pretos e reluzentes Seria impressão leviana? Ou eles são mesmo remetentes De uma rocha obsidiana? Sua pele tão clara, seu coração em trevas Seu hoodie com poster clássico de Star Wars E sua indiferença, sim, sua indiferença A ela eu percebi Sua voz, mais doce do que qualquer som Seu abraço mais abrangente do que tudo O seu monotônico tom que muda meu mundo Pensa que esqueci? Suas lições de moral impecáveis Seus desenhos tão invejáveis Sua aparência, ou, carência, ou, seria a inteligência? Se cuida, tem um filho da puta atrás de ti, e é suicida Compararam o amor, ao tomar cicuta, sim, é doença Mas que falta você faz! Fortalece minha crença... Mas o pior não é seu ódio...É sua indiferença

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Redundância

Eu jurei que não voltaria a rimar pra você, de verdade Dizem que sem passagem de tempo não se vê maturidade Otavio, no Vaporwave, inventa...Me deixa inseguro A utopia de 80 é De Volta Pro Futuro Sim, Millenial, Geração Y, genial em cordas de nylon Estou sambando e me equilibrando sobre o violão E pra todos que violam essas leis por rebeldia Desconhecem nosso arrabalde no dia a dia 2K18, Vila Yara, para o mapa e o calendário Afoito e lívida na capa de um conto lendário Enquanto rabisco uns versos sem importância Como fixar uma história na memória sem usar da redundância? Eu li minhas antologias! Tá aqui a pesquisa! São meras analogias, sei que nem precisa Basta olhar na Wikipédia e sua mídia Onde vi que sua média é uma baita perfídia Pra Shakespeare, como verão, o Verão Era pra vir como um varão E nossa homofobia, eu juro Que é um homicídio sem apuro A verdadeira praga Que o tempo apaga Torna-se bem mais que factível Que crer em poetas não é infalível Por isso o quer que eu conjecture A partir de agora será um Non Sequitur Sou hipócrita? Limpo na escrita! Recomeçar a partida não é mudar de vida Minha falha exige fala, as trevas surgem da luz Se cito Nietzsche outra vez, me repreendem por Jesus! Nem reclame...Vamos por Camus, e a morte artística Estou rimando um novo jeito de contrariar a estatística Você não quer que eu me importe? Mas empatia é meu único dom E quando te chamei de suicida você disse: "Que bom!" Se seu sorriso me atrai, seu choro me prende, acontece...Afe Mas eu nunca pedi por uma XO TOUR LIFE! Enquanto rabisco uns versos sem importância Como fixar uma história na memória sem usar da redundância?

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Dormindo Com Homens Mortos

Minúsculo leito Leitor, que tensões! Pequena é a cama Pra quem ama Camões! É tão estreita que o peito ressoa Mas não penso em mobília Só quero Pessoa! Vem bem nem sei de onde Dor que chega aos montes E me lembra a Drummond! Se a morte com destreza Me levar por caminhos tortos Dormirei na certeza Dos meus amigos já mortos!

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Toneladas

Por pífaros profanos Pifando no faro Por dias diáfanos Eu fano e paro Respiro o ar profundo Por gargantas rasgadas Com traço mais imundo Do que o de minhas pegadas Vi que me basto a pó Me satirize Me martirize Mas não me deixe só! Ou até me rodeie De forma infame Me odeie Mas se ame!

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O Homem

Acanhei-me vendo Odisseu Berram canhões, que disseram Voltando a tomar o que é seu Numa jangada cimbre atraca A jogada se acha no timbre De sua marcha à Ítaca "Terra mãe! Aos olhos és colírio!" Finalmente ele relatou "À mente és delírio!" Inexistem grupos que não amem Inda invejo dada visão Ele era exemplo de um homem! Sem seu feitio Sem suas medalhas e galardão Me vi fraco como galho no estio Sem investigar a causa Me senti ermo Como fora de casa E como desenrolar O meu pergaminho de vida Se tão longe do meu lar? A cada tragédia A cada batalha Fazia uma falha média E fez, do proêmio, epopéia Enfim a musa Do boêmio, prosopopéia "És sopro que acorda os que dormem De fato, não és um exemplar de um humano Saiba que és, de todos, quem chamo: 'O Homem!'"

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Medida

Vejo a quadrilha da vida Todos trocam de par Mas o último sempre é a morte Guerra mal dividida Deixa o cheiro ao ar Da pura sorte Eu vejo a borboleta batendo asas E vejo o olho do furacão Eu vejo a noz ser esmagada E espalhada no chão E eu, tão conscientizador Quero ser como ambas no verso E assim me livrar da dor Governando o universo Todos dançam Todos morrem Alguns tristes Outros felizes Alguns cansam Alguns correm Pelas matizes que existem As vezes nos vitimizamos Outras vezes temos a sensação de poder De controle, mérito e bem-querer Mas no final...Morremos Por isso é tão fácil comer um peixe Que comeu um verme que comeu um rei Mas revelar um pouco mais me deixe Os seres humanos visam sucesso Se esforçam por ele E isso devia bastar Pois o que garante Que nós iremos alcançar? Nada, é a resposta Assistirmos o ocaso É rirmos da aposta É fruto do acaso Ainda assim há felicidade São felizes e eu também serei Sem comodidade, sem ser rei Mas minha pergunta aqui, moço Enquanto sentado no fundo do poço É: Como medir meu esforço Se tudo que toco vira pó? Já estou louco, já sou digno de dó

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Me Ama!

Não quero um amor incondicional Nem uma liberdade condicional Quero um resultado de gente Somando trabalho diligente Delego tanto e exijo energia Mas tudo que peço é sinergia Sim, ser amado! Contanto... Só conquanto eu mantenha contato Com tanto cara para ser escolhido Que eu não seja preferido Por um mero signo Mas por ser digno De fato, sou imperfeito Não nego meus defeitos E não quero que ame eles Mas que me ame apesar deles Pois transcendo o que me transpassa Não sou só engraçado Também sou uma desgraça!

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Rematch

When I give you words I surely want them back I won't watch'em fall in worlds Made wholes by void and black I never raised the doubt About you being gently pure I just have the habit to shout And of being simply insecure What I want you to see Is that I'm doing my best I can't ever be free If this day is the last Staring at you above I know how much I lack 'Cuz when I give you love I surely want it back!

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Por que te amo?

Os opostos se atraem Os apostos se distraem E sobramos ambos Um autor sob sua tutela Proponho a "raíz" e a Nutella Na sombra, escambos Algo que és Algo que tens Algo que sabes A autenticação segura requer Porém como frutas colhes A relação madura tem de ser Somente algo que escolhes Hoje falar aos cotovelos Até a matina Beijar seus cabelos Pura platina Dei valor Ao labor O nome que te chamo Não some, por quê? Porque eu te amo!

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Alerta: TRANSBORDA VIDA!

A Fernando Pessoa, lê? Não digas, sê! Só assisto meu ego Subexisto qual cego Aos desaforos Aos semáforos Que me enchem de ciúmes Se fazendo incólumes Vagalumes, soltos, divagam no breu E você é o único destes que me conheceu Na reciprocidade de sua partida Você mudou a merda da minha vida! É isso que queria de você: Nada digas, antes sê! A Fernando Pessoa, enfim... E quanto a tu Que queres de mim!? Serei diligente, sem mente dividida Como mudar a sua vida...?

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