Frio
Na aurora pálida, de um cinza doente, A chuva reza um salmo de agonia; O orvalho é gelo, e o vento, de repente, Vem açoitar minha alma fria e vazia. Não há calor no sol que nasce morto, Nem luz que vença a névoa do caminho; No peito, em vez de vida, um desconforto: O pulsar de um metal, batendo sozinho. É o gelo da manhã, constante e mudo, Que vem selar meu fado de abandono; Um coração que, em meio a este veludo, Sonha com a morte... e não desperta do sono. Poesia de: Jair o Bardo
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