Minha alma porta, minha solidão libertadora
No véu da noite, minh’alma é porta — fria e trêmula ao luar, Ecoa o vento em sua moldura, um suspiro a se arrastar. Mas dentro dela mora o vácuo, doce em sua dor sem cor, Pois na solidão encontro abrigo, e no abismo — meu amor. Liberta estou de vozes vãs, de risos falsos, de rumor, A sombra é meu companheirismo, a ausência, meu calor. E se o mundo esquece meu nome, sem lamento, sem demora, Sorrio: minh’alma é porta… e a solidão, minha libertadora Jair o Bardo
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