O Corvo que Desaprendeu a Amar
Nas trevas frias da meia-noite, ele pousou — sombrio, cansado, Um corvo de olhos vazios, por lágrimas outrora banhado. Seu peito, outrora pleno de sonhos e ternura, Agora só guardava ecos de perda e amargura. “Jamais!”, grasnou à lua, com voz de desespero e dor, “Jamais sentirei o doce veneno do amor.” Pois o mundo lhe tomara tudo — e em troca, o condenou a voar, Solitário, esquecido… o corvo que desaprendeu a amar Poema de : Jair o Bardo
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