Encontro em minha solidão
No silêncio febril da madrugada, Onde o tempo se arrasta sem piedade, Senti minh’alma — trêmula, calada — Clamar por sombras de antiga saudade. Nos véus da solidão, fria e sombria, Caminhei como um morto entre as ruínas, E ali, na dor que a noite principia, Renasceram memórias tão divinas… Era eu, o que restou do que fui antes: Sonhos partidos, riso esquecido, Mas vi, nos olhos de meus próprios prantos, O ser que em mim jazia adormecido. Ah! Que estranha paz nos dá a dor sincera… Pois só no abismo a alma se revê inteira. Jair o Bardo
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