Fernando @ItaiPoesia
Poesia

Aleatoriedades do Sentir

O pó do caminho é o cisco que arde no olhar Ofusca o instante e a percepção do entorno O acaso é a curva que alinha ou faz desalinhar E a vida progride com o caos de contorno Sentir no tempo o incerto de encontrar Ou se perder dos sentidos no ir, viver e vir Vidas que aleatoriamente vão se desencontrar Como o ontem que é ausente no porvir A alma sente a ausência, o vazio da fragrância Na arquitetura do que jamais se constrói Como ponte que se ergue na lacuna da distância Entre alguém que não é e algo íntimo que dói Como plantar dúvidas ou semear certezas Ao cruzar um sorriso que nunca mais ha-verá Desejar um beijo que abraça intensas levezas Num momento que outra vez não mais será Fernando Itaipoesia @itaipoemia

Comentários · 1

  1. Humberto

    Um belo poema poeta 👏👏👏