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Humberto

@Beto2019 · desde 2018

amo a poesia...assim como você... amizades...amores... paixões

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Poema

A FRONTEIRA

quando triste imagino antessalas Sombras sozinhas se comparam agredir a cognição esconde causas não decifra nós encriptados na barreira hematoencefálica as sinapses opacas estressadas onde a névoa esconde compostura somatiza as dores mais escuras um bilhete vermelho no juízo amarela memórias infelizes

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Poema

DESOBRIGAÇÃO

Foi ontem, eu sei Quem sabe, talvez O que acrescenta ou diminui a certeza exata Vale mais o que sentimos O que sobrou do que se sente A indiferença está para frieza A sensibilidade para os sensíveis Homens devem manter postura e dureza Confundem fraqueza Com expressão dos sentimentos Isso difere de ser ressentido O que confunde não se explica em si mesmo É preciso ver o mundo pelos olhos alheios Um sopro de vida que transita Ninguém precisa ser sentimentalista Na simplicidade compartilhamos energia Pode ser na sombra de uma árvore ao meio-dia Você sente o mundo respirar Parando a correria dentro de si mesmo-a Consegue encontrar o tempo da desobrigação Não é possível viver momentos de plenitude Com o pensamento nos compromissos Quando quiser ser você Que seja e não finja ser...

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Poema

ENCONTROS & DESPEDIDAS

Muito longe Uma noite dividida O sono da cafeína Distante no horizonte O sul da minha vida Aqueles olhos verdes Reflexos na retina Lá no alto da serra A brisa contra os pinheiros Uma Lua magoada Aroma de uma flor No frio da madrugada O vento dissipa lembranças esquecidas O Sol nasce sozinho Da dor da saudade Descansa os olhos meus Da noite da cafeína

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A PROCURA

Cada um no seu pedaço de Lua Dois zóios para secar a dor O Sol para incendiar retina Pasta na triste vermelhidão Um celular para capturar O azul do entardecer No fim, quando apagar O preto da imensidão

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Poema

O SUCO DO BAGAÇO

Se em algum momento Obtém segundos preciosos Do que restou do seu dia Não em pesos ou mordaças Dos lamentos Espreme o que sobrou Dores e limitações Sente o invisível A lanterna de quem se vê Pode imaginar felicidade Mas quem fez acontecer Transformou a mesmice Criou novos significados Examinou a escuridão na mente Não desistiu de si mesmo Acreditou que a luz do Sol Ilumina o que sobrou do seu dia

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Poema

O INEVITÁVEL

Dois corações batem a sincronia de um Numa unidade assombrosa A noite passa sobre os pilares do comum Os corpos, mutuamente, gozam Duas testemunhas invisíveis nuas O véu da noite, a Lua apetitosa O aonde e como o amor acontece Numa intensidade viciosa Um espírito ardente A espera, o estopim... O encontro explosivo... O incêndio e a hora

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MUNDO "BÃO"

Conheço homens bons, os bonzinhos, os quase legais Nunca vi os Santos Soube dos santificados e tudo são narrativas O mundo não parece mais humano do que foi um dia

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DEZ DE MAIO

Quem é ela Uma estrela brilhando No céu da minha vida Sempre esteve presente Nos dias mais difíceis Uma estrela que guia ilumina o meu caminho Quem é ela Na terra se fez mulher Tem um espírito de fé Um coração sofredor Essa dama é uma flor Quem tem dá valor Não tem preço esse bem O mais puro amor

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EVA

Ficou uma vida a esperar E se perdeu no edredom Enamorada de si mesma Da fantasia e do divã Por dentro, algo estremeceu No beijo louco da maçã Nos olhos dela alguém morreu E a lava quente escorreu No Sol nascente da manhã

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DIAS ESTRANOS

Desculpe a ausência Se não estive aqui Reticências, por aí... Sem esquecer da essência Não esqueço a convivência As amizades, em fim... Às vezes, a gente pensa Em fazer coisas demais O mundo só quer girar É preciso equilibrar Parar a gente só tenta O tempo não vai cessar Correr não salva do tédio Escrever é o remédio Que cura doença oculta E quando agente se culpa Por coisas que não entende Procrastina e se arrepende Num cantinho da mente Procura um lugar comum Encolhido ver alguém Parecido com um refém Nada fora tem sentido Se não resolver consigo A expansão dos sentidos Aí se perde em juízos Num universo escondido No eu maior de si mesmo

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