Condenado à imensidão do mar azul
O mar me enlouquece Quando me vejo preso em sua imensidão azul Com o balançar das ondas que vêem do sul No movimento das algas marinhas Na magia de ver o encontro das sardinhas. De olhar o oceano pacífico tão marcante Observar quão distante é o horizonte e não exergar nenhuma fonte de vida, de mudança, de esperança. Nada a se admirar. Nada além do mar. Rendido estou ao sonido de suas conchas Atado e ancorado em seus corais Totalmente perdido em seus pontos cardeais. Tenho medo do que escondes em tuas profundezas, e o que preparas para mim Nessa maré de incertezas. Se por acaso for engolido por seu redemoinho? Se por destino perder o caminho? Ficarei atracado num limbo. sozinho. como passarinho que se perde do ninho. Deixarei que o tempo conduza meu veleiro E escolha o lugar certeiro Onde o mistério da vela e do vento se encarregue do meu paradeiro. Que eu encontre a paz, e continue sorrindo Mesmo encarando o silêncio da solidão E suportando a tormenta da embarcação. Mesmo sentindo a violência dos vendavais E a desgraça dos grandes temporais. Agora já não me importa onde o barco chegará E se chegará... O mar tornou-se minha casa Meu coração...pirata E o meu corpo...água.
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