Rita de Cássia
Seu corpo pertencia a todos Exceto a sí mesma Não parava quieta Dormia com um e com outro Não se contentava com pouco Uma sede insaciável Um fogo inapagável Um desejo incontrolável Queria ser preenchida em todos sentidos. No fundo desejava ser amada No raso, ser enforcada Domada, submissa, subjugada por alguém que sabia fazê-la sentir-se fêmea. Uma onça feroz com os fracos Uma gata inofensiva com os fortes Assim era Rita de Cassia Quem a fazia virar os olhos Ganhava seu coração E levava seu corpo de brinde.
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