Um Amor Fragmentado
Era tarde; Esperançosa eu caminhava pelas ruas esbranquiçadas pela neve que se alastrava. Diziam muito que o inverno era uma estação do amor, onde duas almas se aqueciam umas nas outras pela junção dos corpos. Mas naquele inverno, o amor para mim entrou em escassez. Qualquer vestígio dele se dissipou. As rosas vermelhas recém desabrochadas que eu segurava pareceram murchar no mesmo instante que o vi com ela... E a cor delas, pareceram transferir e imundar minhas mãos do mesmo tom! Ele manchou minha vida permanentemente com aquele vermelho. E tudo pareceu parar no mesmo instante, um fleche se passou na minha frente, como se eu tivesse entrado em um universo paralelo. O amor sempre habitava entre nós? Acredito que foi tudo invenção da minha cabeça, que por mais que eu tente lutar contra ela, a mesma permanece me iludindo com o fictício. E suas promessas? E seus lábios? E seu olhar e toque? Era tudo uma história que nunca existiu? Em uma fração de segundos me vi desabando em um mar tão imenso e profundo, que o único som audível era da água se debatendo nas rochas. E de um tom azul escuro...tudo se tornou da cor de escarlate, um vermelho tão vivo como as rosas que ele sempre me dera. Conseguirei eu sair desse profundo oceano que eu mesma me coloquei? A está altura, eu só sei que...apesar de tudo...não era amor!
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