Desde a infância, o medo me assombra,
Dos bufões, suas máscaras e risos falsos,
Mas agora, adulta, a vida me cobra,
Escondo a dor em sorrisos rasos.
Fazer os outros rirem, é minha sina,
Para que não vejam a tristeza em meu olhar,
Sou como os bufões, na mesma rotina,
Feliz por fora, mas por dentro a chorar.
A pintura esconde o que o coração sente,
A alegria é fachada, um disfarce perfeito,
E só agora entendo, finalmente,
Que sou como eles, num triste conceito.
Rimos juntos, escondendo a dor,
Vivendo a vida em um grande palco,
Mas no silêncio, sinto o clamor,
De um coração que sofre calado.
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Meu amado, tua eu sou! Lembre-se disso!
Pertenço a você, de olhos verdes em tons da floresta amazônica, que faz minha alma se perder,
Cada extremidade tua, uma obra de arte a se contemplar,
Teus lábios rosados, devem ser tão doces como a frutose das frutas mais suculentas.
E eu sou tua!
Teus cabelos castanhos, sei que devem ser suaves como a seda ao vento,
Cada fio, uma melodia que encantará meu coração,
Teu sorriso, um raio de sol que ilumina meu ser,
E tua voz, uma sinfonia que acalma minhas dores.
E eu? Bom, eu sou tua!
Amo-te, não apenas pelo que és, mas pelo que sou
Quando estou contigo, meu amor, minha vida, meu tudo.
Teu abraço, um refúgio onde encontro paz e abrigo.
Oh, como amo cada parte de ti, meu querido,
Desde a ponta dos teus dedos até o brilho dos teus olhos,
És meu sonho, minha realidade, meu eterno amor,
E em cada batida do meu coração, só há espaço para ti.
Por que digo essas coisas?
Ah, meu bem...é porque...
Eu sou tua!
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No silêncio da noite, meu coração clama,
A dor de conviver, uma chama que inflama.
Os dias se arrastam, pesados como o ar,
E a alma implora, deseja se libertar.
Os olhares que julgam, as palavras que ferem,
No lar que deveria ser abrigo, me perdem.
A esperança se esvai, como areia na mão,
E o desejo de partir, cresce no coração.
Casar, um sonho, uma fuga, uma saída,
Para escapar da dor, encontrar nova vida.
Mas o medo persiste, será essa a solução?
Ou apenas mais um laço, outra prisão?
Entre laços e correntes, busco meu caminho,
Na esperança de um dia, encontrar meu ninho.
Onde o amor seja leve, e a paz possa morar,
E a angústia do passado, enfim, possa calar.
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Nunca pensei que viver neste mundo seria tão dificultoso.
Era uma criança cuja mentalidade se fixava em utopias.
Mas me empurraram contra um mundo o qual não pertenço.
Estou condenada à prisão perpétua neste planeta telúrico.
Todos dizem “Aguenta mais!”
Mas o que se faz quando tudo dentro do corpo que se habita, foi tomado por uma névoa ácida que te corrói como soda cáustica?
Este é o mundo,
Um lugar inabitável;
Mesmo a ciência dizendo ser!
Tenho pena daqueles que ainda serão jogados nesta superfície;
O caminho deles será mais longo e tenebroso.
Quanto a mim?
Cada passo precisa ser minimamente calculado para não vir a uma morte precoce.
Um dia, esta alma desfalecida será liberta, nem que seja preciso este corpo se sacrificar por ela.
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Ouço passos se arrastando por um extenso corredor
Gritos ecoam entre as paredes;
E lentamente caminho nele sem nenhuma expressão facial.
A pouca luz, esverdeada, piscava tornando minha visão ainda mais turva.
Direciono meu olhar para o chão e sinto a sola de meus pés se colarem.
‘Quem é você?’
‘Quem é você?’
Essa voz persistentemente se destacava dentre as outras.
—Quem sou eu?
Levanto os pés sentindo sangrá-los pelo esforço de descolá-los do chão gélido.
E arrastando-me pelas paredes até um quarto, vou de encontro ao espelho.
‘Quem é você?’
Em um ato de desespero;
Arremesso o espelho contra a parede,
quebrando em milhares de cacos;
Distorcendo este rosto que não sei a quem pertence.
'Seria eu, uma intrusa nele?'
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⭐️Debruçada sobre a janela;
Penso em ti.
Sobre meu corpo estático, uma manta.
E sobre meu campo de visão, estrelas que cintilam no mar intergalático.🌃
Como você está?! É o que me pergunto a cada momento do meu dia.
Meu amado, desejo que o mesmo céu que vejo nesta noite gélida;
Esteja diante de seus olhos castanhos.
Se eu soubesse que aquela ligação seria a última, não teria a desligado nunca.
Todavia, ao passado não se volta.
Mas sigo adiante te procurando com meu coração…
👫Dançaria comigo nesta noite?
Veja como as estrelas aplaudem o nosso encontro. 💞
Meu bem, que a lua, seja a nossa testemunha, de que mesmo que não possamos nos falar, nossos corações se encontrem durante as noites frias para aquecer um ao outro, quando o mundo…tudo o que faz é despedaçá-los. 🌕🌟🌠
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Extenuada encontro-me.
Poderiam conclamar ou até mesmo postergar,
Com o intuito de fazer-me voltar ao estado sã de obediência e diligência.
Contudo, nada consegui, de fato, abstrair de meu ser este súbito esgotamento mental e físico!
Conto até 3, 20 e 100;
E persistentemente meu coração vem desmorecendo também.
Pálida me vejo, pela pouca luz que adentra entre a fresta da janela coberta por uma seda avermelhada;
Que torna meus aposentos negrume.
Podem muitos se exasperar com tal peculiaridade,— surgida de maneira indesejada até mesmo por minha pessoa—
Mas sou uma criatura entre outras criaturas;
Que sente prazer em viver num cativeiro criado apenas para esta espécie desconexa e importuna.
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O lustre resplandecia como uma dança no salão;
Haviam tantos perfumes importados, que me fazia sentir em um jardim com flores de espécies diversificadas.
Sobre meus pés havia apenas mármore polido, que fazia ecoar um ruído desconfortante com os sapatos indo de encontro com ele.
A seda sobre as enormes sacadas, balançavam ao som do vento.
Assim como seus olhos castanhos passaram a dançar com os meus.
E cada ser que rondava aquele grande salão, simplesmente não estavam mais lá.
Era apenas seus olhos com os meus, sua respiração com a minha, teu corpo com o meu.
Lentamente e delicadamente o acompanhei em uma dança desconhecida.
Cada passo me fazia não querer parar, aquilo me fazia viver!
Poderia me ousar a lhe perguntar onde me levaste?!
Nenhuma viagem a Malibu, Itália ou Grécia se comparava aquela viagem na dança.
E então você me girou e eu senti tudo que era necessário para eu me certificar de que era você que queria.
Eu girei, girei e girei...
As luzes do lustre se transformaram em pequenas estrelas solares me banhando de brilho.
A seda da sacada me rodeou e quando parei por ansiar pela tua imagem, o vento o levou juntamente aquela noite...
Aquela noite em que tudo que eu desejei, foi teu coração, o teu calor.
Mas assim como chegaste das sombras, por elas se foi.
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E quando eu julgava que não tinha mais jeito;
O senhor puxou-me daquele abismo o qual me sufocava a cada segundo.
Uma mão tão forte, resistente, inabalável segurou a minha.
O senhor carregou-me como ninguém nunca tinha-me carregado.
E ali, nos seus braços eu vi que nem a morte poderia separar-nos.
Eu adoro-o e pronuncio agora, neste instante, que enquanto eu viver, viverei para o senhor;
E enquanto eu tiver o senhor, não terei medo!
Porque ouvirá sempre o meu clamor.
Se a guerra vir contra mim, eu permanecerei nos seus braços sem medo algum;
Porque o senhor sempre me defenderá!
Por isso, grito em voz alta, que nunca será um erro confiar no senhor, porque o senhor nunca me abandonou, por o senhor ser o meu refúgio mais seguro em tempos de destruição.
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Era tarde;
Esperançosa eu caminhava pelas ruas esbranquiçadas pela neve que se alastrava.
Diziam muito que o inverno era uma estação do amor, onde duas almas se aqueciam umas nas outras pela junção dos corpos.
Mas naquele inverno, o amor para mim entrou em escassez.
Qualquer vestígio dele se dissipou.
As rosas vermelhas recém desabrochadas que eu segurava pareceram murchar no mesmo instante que o vi com ela...
E a cor delas, pareceram transferir e imundar minhas mãos do mesmo tom!
Ele manchou minha vida permanentemente com aquele vermelho.
E tudo pareceu parar no mesmo instante, um fleche se passou na minha frente, como se eu tivesse entrado em um universo paralelo.
O amor sempre habitava entre nós? Acredito que foi tudo invenção da minha cabeça, que por mais que eu tente lutar contra ela, a mesma permanece me iludindo com o fictício.
E suas promessas? E seus lábios? E seu olhar e toque? Era tudo uma história que nunca existiu?
Em uma fração de segundos me vi desabando em um mar tão imenso e profundo, que o único som audível era da água se debatendo nas rochas.
E de um tom azul escuro...tudo se tornou da cor de escarlate, um vermelho tão vivo como as rosas que ele sempre me dera.
Conseguirei eu sair desse profundo oceano que eu mesma me coloquei?
A está altura, eu só sei que...apesar de tudo...não era amor!
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