Talvez a estrada seja eu.
Quando me largo, Desconfio se não sou só uma parada Da sua viajem. Quando te seguro na palma das mãos Me pergunto se sou só mais um segundo seu. Esqueço palavras, Derramo esquecimentos, Quero para sempre eternizar a tua cor. Mas os tons vivem mudando. As vezes quando me fecho, Encaro a cor da minha própria solidão, Ela tem o peso da gota, Que nunca evapora. Desconfio se não sou eu essa estrada, Por onde tu estende teus caminhos. Não desejo que tropece em meus buracos, Mas confesso, Eu me canço de voltar sempre a ser sozinho.
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