O desnude do poeta
Eis que tu abre a porta, Me joga para o lado de fora, Me força a ver o mundo com os meus próprios olhos. Leves, cansados, Carregados de desconforto Por ir ao encontro da luz pela primeira vez Depois de tanto tempo na escuridão do pensamento. Agora eu sou só eu, E meu espírito nu não deseja nada Apenas quer provar da liberdade De ser poeta, E de viver de poesia. Mostra-las ao mundo é render-me ao desnude. Ultrapassar as limitações do corpo físico, A poesia é uma extensão do corpo.
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