Paradoxo da liberdade
Não sou livre, a liberdade é, para mim, Inatingível. Não sei ser livre, já que na minha humanidade efêmera e crua, sou escravo de meus pensamentos. Escravo das minhas escolhas, escravo do inevitável fim de todo ser que nesse instante vive, Escravo das palavras não ditas, do sentimento reprimido, do ódio contido, de tudo aquilo que amo intensamente. Sou tudo que acelera as batidas do meu coração. Vou muito além dos versos, Não sou a a voz que permaneceu calada, mas me resumo aos silêncios e não aos gritos da canção. Digo que mesmo livre para ser quem sou, permaneço escravo de mim. Mas sei que morrerei, sou também escravo da morte. Só sei, se é que sei, que é assim. Mas comparado ao que há em mim, o mais próximo de liberdade talvez seja o mesmo o fim.
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