A morte de quem nunca vivel
Ver a vida passar por diante de seus olhos, Cada minuto indo embora, E o tempo correndo, e tão doloroso. Acordar sem objetivo, Viver sem motivo, Caminhar sem caminho, não é natural. Continuar seguindo em frente, Levando o vazio de um futuro formado, Cujo não se tem nada, nem paz. Sentar num canto, Refletir sobre o hoje, chorar pelo que se perdeu, Arrepender-se de continuar a perder tempo. E tentar seguir em frente. Dar um passo no escuro, Cujo a única certeza de que não cairá... É a fé. Desistir não parece certo, Ainda há muito a se ver, Mas no fim, viver a morte... De quem nunca viveu. É esse alguém... Sou eu. (Hina-Nina)
O único limão amargo de verdade
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O único limão amargo de verdade
Pedro Afonso Müller Pereira