Volúpia
Desejo-te com tamanha volúpia, que ao ver-te em foto explícita, não fosse restar-me o pouco senso, feito uma besta ensandecida devoraria toda beleza impressa... Quando o imaginário tornar-se real, terás de mim o louco atrevimento. Se de longe resguarda-te poeticamente, de perto, ante o meu totem animal, perecerás submissa a minha libido! Entretanto, se dos falsos pudicos pudores libertares a tua animal ancestralidade, pelas planícies, prados e campinas, ou nas verdejantes relvas do jardim, realizaremos todas as loucuras sexuais... Serei-te por macho e serás-me por fêmea: dois animais selvagens em pleno cio. Com unhas e dentes, rasgaremos as vestes e com ternura e carinho – os nossos sexos penetrarão um do outro a alma recíproca! Hermes, O Trovador
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